Paris Contemporânea

Por em 16 agosto, 2017

Baudelaire em seu poema “Le Cygne – O Cisne” descreve Paris mudando e como num lamento ele diz: “… A velha Paris não existe mais. Infelizmente, uma cidade muda mais rápido que o coração de um mortal… Paris muda …”.

Alexandre Dumas conclui: “Deus inventou o parisiense para que os estrangeiros não possam compreender os franceses”

A HISTÓRIA

Tour Eiffel

Os anos que se estenderam a partir de segunda metade do século XIX foram dedicados a transformar Paris na capital modelo da modernidade. O imperador Napoleão III reconheceu em Georges-Eugène Haussmann o homem certo para cumprir a tarefa. É verdade que a vida do parisienses era insalubre e sofrida, até poetas como Victor Hugo em “Os miseráveis” e Eugène Sue em “Os mistérios de Paris”, haviam denunciado a pobreza de suas ruas e seus subterrâneos. Entretanto, Haussman Com toda sua obstinação em completar esse projeto de modernização, cometeu um massacre, uma a uma todas as casas medievais que ficavam em volta de Notre-Dame foram abatidas, uma parte da história medieval de Paris desapareceu no entulho. Ameaçou destruir o jardin des Tuileries e nem a casa onde ele nasceu na rue du Faubourg em 1809 escapou da sua idéia modernização.

Jornal Paris-Comique critica a reforma de Haussmann

Paris foi comparada a uma amante maldita, que, apesar de ser coberta de pérolas e diamantes ainda era ingrata. Haussmann e seus parceiros se sentiram rejeitados e depreciados pelas constantes críticas que enfrentaram no que se referia ao projeto de desenvolvimento de Paris. O fato é que Paris havia mudado, e para melhor!
O período entre 1880 até o início da primeira guerra mundial, em agosto de 1914, foi chamado de Belle Époque. Foi como se Paris estivesse anestesiada, ninguém prestava atenção, ninguém se dava conta de que uma tragédia ia abalar a Europa: a primeira grande guerra!

Em 1940, durante a segunda guerra mundial, Hitler ocupa Paris que é libertada pelas forças aliadas em 1944. O custo das guerras foi muito alto, gerações foram perdidas. Em 13 de novembro de 2015, uma Paris, cansada de guerra, é palco de mais uma carnificina e sofre uma série de ataques coordenados por terroristas do Estado Islâmico, deixando 137 mortos. Paris é assim, sedutora e perigosa, fascinante e contraditória.

O QUE FAZER

O centro de ajuda ao visitante fica na 25 Rue des Pyramides, 1º arrondissement.

Pare em uma banca e compre o L’Officiel des Spetacles, Pariscope ou 7 à Paris! São jornais semanais, guias de manifestações culturais com informações práticas e programações de espetáculos.

Na mesma banca compre um chip pré-pago para o seu celular.
Se você é um amante de museus, Paris e arredores possuem em torno de 70 museus. Considere adquirir a “Carte musée”, para 2, 4 ou 6 dias consecutivos. Ela inclui a entrada para o Louvre e Château de Versailles e evita filas. Estão disponíveis nas estações de metrô ou nos museus.

Os passes de trem foram criados para facilitar a vida dos turistas, e permitem que você pegue o metrô, os ônibus normais, os trens da periferia, o bondinho de Montmartre, vá à Disney (zona 5), à Versailles (zona 4), pegue o RER ou o Roissybus no Charles de Gaulle (zona 5) e ainda o Orlybus em Orly (zona 4).
As linhas de metrô são numeradas e levam o nome das respectivas estações finais. Os bilhetes são adquiridos em máquinas automáticas ou nos guichês em cada estação. Os carnês normais de 10 percursos dão um desconto de 40% em relação ao ticket individual e funcionam na zona 1.

O “Paris Visite” vale por 5 dias a partir do dia em que foi usado pela primeira vez. É utilizável no metrô e RER, da zona 1 até 5 (o que inclui o aeroporto Charles de Gaulle, Eurodisney, Outlet, Versailles). Pode ser adquirido nas estações de metrô.

O “Navigo Decouverte” ou a antiga “carte Orange” é um cartão cuja validade começa na segunda-feira e termina no domingo, vale para as zonas 1 e 2. Você precisa ter uma foto do tipo 2,5 x 3 e cartão adquirido à parte.

Tabela de preços (2016), em euros, para você fazer as contas de acordo com seu roteiro:
Ticket de metrô individual: 1,80
Pagto dentro do ônibus: 2,00
Carnê com 10 tickets: 14,10
Paris Visite: 61,25
Navigo decouverte: 21,50
O Cartão: 5,00
Táxi CHG – rive droite: 50,00
Táxi CHG – rive gauche: 55,00
Charles De Gaulle RER: 10,00 somente ida
Eurodisney: 15,00 (ida e volta)
Versailles: 7,10 (ida e volta)

Paris é cortada pelo rio Seine e dividida em arrondissements

O rio Seine divide Paris em margem esquerda (rive Gauche) e direita (rive Droite). Cada uma delas é subdividida em arrondissements que são regiões administrativas. Paris possui 20 arrondissements. As duas ilhotas no rio Seine são, da direita para esquerda, respectivamente, île Saint-Louis e île de la Cité, a maior. Entender este mapinha, vai facilitar sua locomoção.

Tenha sempre à mão um mapa do metrô que pode ser adquirido nas próprias estações no seu hotel ou no Office de Tourisme. O metrô parisiense conta com 16 linhas. Entenda como funciona no exemplo para a linha 1(amarela):

Observe no extremo esquerdo do mapa acima a estação La Defense e no extremo direito a estação Château de Vincennes. Assim, você definirá o sentido de direção partindo de onde você está, até onde quer ir. Exemplo: Se você está na estação Louvre-Rivoli e quer ir para a estação Concorde, pegue a linha 1 sentido La Defense. Passará por 2 estações(Palais Royal – Musée du Louvre e Tuileries), até chegar na estação Concorde.

Se você quer ir para Bastille partindo da estação Louvre-Rivoli, pegue a linha 1 sentido Château de Vincennes. As estações marcadas com bolinhas amarelas não possuem conexões com outras linhas. As estações com bolinhas brancas possuem conexões com outras linhas e você pode trocar de linha sem gastar um novo ticket. Exemplo: a estação Châtelet, possui conexão com as linhas de metrô(M) 4, 7, 11 e 14 e com os trens regionais(RER) A, B e D. Na estação Gare de Lyon partem trens TGV(Grandes linhas). A estação Porte de Vincennes é uma estação de transferência (T) para as linhas 3a e 3b. É praticamente impossível para o turista distraído andar sem um mapa do metrô. Registre!!!

Paris é uma deliciosa aventura, mas antes de mergulhar neste mundo e ver seus detalhes, é essencial dar uma geral ou como dizem os franceses, fazer o “vol d’oiseau”.

Embarque num daqueles ônibus turísticos e, por 2 horas, circule pela cidade apreciando os principais monumentos. O centro de ajuda ao visitante vai indicá-lo como fazer.

Um passeio de barco pelo Seine pode ser feito através do “Les bateaux Mouches”, “les Bateaux Parisiens, “Vedettes de Paris “ ou “Vedettes du Pont-Neuf”. Eles partem da margem direita do Seine ao lado da pont de L’alma. O passeio dura em torno de 1:15hs. Cruzeiros com jantar, exigem paletó e gravada para os homens. Pegue a Linha 9 e desça na estação Alma-Marceau.

Todo o brilho de Paris também pode ser visto de bicicleta, em um tour que dura de 3 a 5 horas, sempre passando pelas principais monumentos. O passeio é divertido, alegre, descontraído e energizante. Procure o centro de ajuda ao visitante.

Se quiser, literalmente, fazer um “vol d’oiseau”, contrate um helicóptero com a “Heli-France” – Issy-Les-Moulineaux na linha 12, estação Mairie d’Issy, 15º arrondissement, ou vá de balão com a “Ballon de Paris” que fica no Parc André-Citroën. Para isso, pegue o RER C, estação Javel ou Boulevard Victor, 15º arrondissement.

Roue de Paris


Inaugurada em 2000, a roda gigante de Paris é outra maneira interessante de visitar Paris!! Fica na place de la Concorde, no 8º arrondissement, margem direita. Para chegar lá, Pegue a linha 1, 8 ou 12 do metrô e desça na estação Concorde.

Tour Eiffel

Projetada por Gustave Eiffel para exposição universal de 1889, pretendia também marcar os 100 anos da Revolução Francesa. Para os parisienses, entretanto, o descontentamento era evidente em relação ao “supositório” – um dos apelidos dados para a torre. O que circulava na época era que aquele projeto era um ato de extrema arrogância, um monstro e um mau agouro. A torre Eiffel, no entanto, se mostrou cada vez mais linda e segura. Durante a primeira guerra mundial foi cercada com abrigos para metralhadoras. Foi totalmente concluída em 1930, com 324m de altura, sendo que, no verão, ela fica cerca de 15cm maior devido à dilatação do ferro.

Champ de Mars e a Tour Eiffel.

A certa altura, a vista panorâmica de Paris é deslumbrante, alcançando 70km. Nos dois primeiros andares existem restaurantes, bares, lojas e até um cinema-museu. Considerada o símbolo de Paris e da França está localizada na Champ de Mars, 7º arrondissement. Pegue a linha 6, desça na estação Bir-Hakeim e caminhe até estação Champ de Mars/Tour Eiffel.

Jeu de Paume


Le Jeu de Paume é um museu de arte contemporânea e de fotografia, construído em 1861, no reino de Napoleão III, para abrigar quadras de tênis. Localizado a nordeste do Jardin du Tuileries, perto da place de la Concorde, o prédio foi consagrado à arte em 1909.
Durante a 2º Guerra Mundial, a construção foi requisitada pelos nazistas. As obras ali existentes, foram confiscadas dos artistas judeus e outras, roubadas pelos nazistas, foram parar na Alemanha. Em 2004, 3 associações consagradas de arte contemporânea e de fotografia se juntaram para formar uma nova associação patrocinada pelo Ministério da Cultura.

Orangerie


Este museu, de pintura impressionista e pós-impressionista, expõe obras de Monet, Cézanne, Matisse, Modigliani, Gauguin e outros. Após o fim da guerra, em 1945, L’Orangerie e Le Jeu de Paume passaram a formar uma só entidade que reporta ao departamento de pinturas do Louvre. Fica no Jardin des Tuileries, na extremidade oriental, perto da Place de la Concorde.
Ao celebrar a própria cidade de Paris como a capital mundial da modernidade e do progresso, um fato que foi demonstrado na suprema arte e ousadia empregadas nas construções de ferro e vidro dos Grand e Petit Palais e da Pont Alexandre III, construídos especialmente para a exposição de Paris de 1900.

Petit Palais

Petit Palais

O Petit Palais foi construído para a Exposição Universal de 1900, e desde 1902, é o Musée des Beaux-arts de Paris. Abriga coleções permanentes de antiguidades do século XIX, coleções municipais do século XX e exposições temporárias. Fica na avenue Winston-Churchill, em frente ao Grand-Palais. 8º arrondissement.

Grand Palais

Grand Palais

O Grand Palais des Beaux-Arts foi construído a partir de 1897, no lugar do Palais de l’Iindustrie de 1855. É um monumento situado na borda da avenue Champs-Élysées, em frente ao Petit Palais. Eles são separados pela avenue Winston-Churchill no 8º arrondissement.

Pont Alexandre III

Pont Alexandre III

A ponte Alexandre III possui 40m de largura, corta o rio Seine ligando a Esplanade des Invalides ao Petit e Grand Palais, entre o 7º e o 8º arrondissement de Paris. Inaugurada para a Exposição Universal de Paris em 1900. Símbolo da amizade entre a França e a Rússia, sua primeira pedra foi colocada pelo Tsar Nicolas II da Rússia, em 1896.

Tour de Montparnasse

Tour Montparnasse e o Jardin du Luxembourg

Construída entre 1969 e 1973, acima da linha 6, a Tour Montparnasse está integrada na paisagem do Jardin du Luxembourg. A torre possui 210m, 59 andares e 25 elevadores de última geração. O elevador mais rápido liga, sem escala, o andar térreo ao 56º andar, possui vista panorâmica e um bar-restaurante. O terraço no 59º andar é acessível somente pela escada. Estes andares são acessíveis aos turistas que se beneficiam de uma bela vista de Paris 360°.

Basilique de Sacré-Coeur

Basílica de Sacré Coeur e a igreja de Saint Pierre à esquerda. By Benchaum

A primeira capela foi construída por Sainte Geneviève, em homenagem a Saint-Denis, primeiro bispo e mártir de Paris. Ela convenceu o povo parisiense a construir a capela na colina onde ele foi martirizado. O lugar virou um ponto de peregrinação. Os peregrinos veneravam as ossadas de um grande número de cristãos anônimos que foram perseguidos e martirizados. Paris ilustra este período onde os discípulos triunfaram “não combatendo, mas morrendo”. A colina passou a se chamar “Mont des Martyrs” ou Montmartre. A capela caiu em ruínas no século XI. Em 1133, foi construída uma abadia beneditina feminina.

Photo: Diocèse de Paris

No século XIX, como um ato reparação do governo francês pela matança de operários que foram resistentes à guerra Franco-Prussiana, foi ordenada a construção da basílica da Sacré Coeur na colina de Montmartre. A classe trabalhadora foi derrotada, mas recusava-se a perdoar. Os operários que começaram a erguer a cúpula da basílica eram recebidos com gritos “Vive le Diable! – Viva o diabo!” Sua construção iniciada em 1875 só foi terminada no século XX. Apesar de ser um dos monumentos mais visitados, é desprezado pelos parisienses porque representa a amarga vitória do governo sobre os oprimidos. Hoje, a Sacré Coeur é muito mais um lugar de turismo do que um lugar de culto. A basílica fica no 18º arrondissement, margem direita do Seine, em Montmartre, na 35 rue du Chevalier de la Barre. Pegue a linha 12 e desça na estação Abbesses ou pegue a linha 2 e desça na estação Anvers, depois pegue o Funiculaire de Montmartre. A Crypta dos Mártires abre às sextas-feiras após o meio dia. Fica na 11, rue Yvonne Le Tac.

Musée d’Orsay



Museu d’Orsay, o mais novo dos grandes museus parisienses, está instalado na antiga estação ferroviária d’Orsay, do século XIX. Foi inaugurado em 1986. Suas enormes salas abrigam coleções de pintores impressionistas e de outros artistas do século XIX, do período francês inicial do século XX, além dos primeiros mestres da fotografia. Situado ao longo da margem esquerda do Seine, no 7º arrondissement. Pegue a linha 12 e desça na estação Assemblée Nationale ou Solférino.

Les Halles

Forum Les Halles e Notre-Dame à esquerda

Paris, Paris, Paris! É impossível falar do seu presente sem lembrar o seu passado.
Idade média, século XII. O comércio parisiense estava crescendo e as condições insalubres do comércio de Grève eram insustentáveis. O mau cheiro e a falta de higiene transformaram o local, usado por longos anos como abatedouro de animais doentes e saudáveis, e bordéis, em local de transmissão de doenças.

Daí, a decisão de Felipe Augusto de construir, a partir de 1183, o mercado coberto de Les Halles onde era antes, um bairro judeu. À medida que a cidade foi ficando moderna, o moralismo começou a dominar. O primeiro sinal disso foi a mudança do nome das ruas em Les Halles. Em 1809, a rue Trousse-Nonain(rua da freira trepadora) mudou para rue Beau-bourg, a rue de la Pute-y-Muse(rua da Puta que vaga) mudou para rue Petit-Muse. Outras ruas desapareceram como a rue Gratte-Cul(rua Boceta Áspera – esta rua abrigava um dos bordéis favoritos de Casanova) ou a rue du Poil-au-Con(rua da Boceta Cabeluda).

O mercado funcionou até meados do século XX e foi demolido em 1971. Em seu lugar foi construído um moderno shopping center subterrâneo, o Forum des Halles, cuja área central ao ar livre está abaixo do nível da rua. No local há um jardim submerso contendo esculturas, fontes e mosaicos. Fica no 1º arrondissement, descer na estação RER Châtelet – Les Halles. Esta estação é a maior estação subterrânea do mundo.

Catacumbas de Paris


É uma área subterrânea de 1,7 km, 20 m abaixo do solo, que foi transformada em ossário municipal no fim do século XVIII com a transferência de restos mortais de mais ou menos 6 milhões de pessoas evacuadas de diversos cemitérios parisienses até o ano de 1861, por razões de insalubridade. A placa na entrada já diz como o lugar é sinistro “Pare, aqui é o império dos mortos”. Os ossos foram classificados, alinhados e decorados com motivos macabros e artísticos. As catacumbas se apresentam na forma de túneis com temperatura constante de 14°C. Situada na 1 Avenue du Colonel Henri Rol-Tanguy no 14º arrondissement, é servido pela estação de metrô Denfer-Rochereau.

Paris Plage


No verão, no período de férias que vai de julho até agosto, a margem direita do rio Seine é ponto obrigatório para quem ficou na cidade. Nesta época, parte da margem direita do rio se transforma em uma praia. Palmeiras estendem-se por 100m de areia importada e cuidadosamente desenhada como uma marolinha, cadeiras e guarda-sóis são colocadas, tudo no jeito de ser parisiense: chic! O evento acontece desde 2002 e tornou-se um grande sucesso.

OS ARREDORES (BATE E VOLTA)


Outlet La Vallée Village Chic Outlet Shopping – A 35 minutos de Paris, esse outlet possui 120 lojas vendendo produtos das tendências de coleções passadas a preços reduzidos, 30% de desconto ou mais. O Outlet fica na 3, Cours de la Garonne em Serris. Para chegar lá, pegue o RER A em direção a Marne-La-Valée e desça na estação Val d’Europe/Serris-Montévrain, Uma parada antes da EuroDisney. Aberto de segunda a segunda, a partir das 10h.


EuroDisney – A todos que cheguem neste lugar encantado, sejam benvindos à Disneylândia Européia. Fica a 32km de Paris. São 2 parques, então, visite o Walt Disney Studios pela manhã e Disneyland Paris à tarde/noite. Os melhores shows e paradas acontecem à noite. Existem 4 tipos de ingressos o Mini, Magic, Super Magic e Super Magic Plus. A diferença entre eles é o dia em que podem ser usados e não há diferenças quanto ao uso dos brinquedos. Para chegar lá, pegue o RER A em direção a Marne-La-Valée. A viagem dura aproximadamente 45 minutos.
Aberto todos os dias, de 10:00 às 21:00h.

SOUVENIRS


Paris é famosa por seus brechós, o segredo é garimpar, garimpar e garimpar!! Peças manchadas não valem! Achar uma peça legal com preço justo é uma felicidade! Paciência é a palavra chave. Não esqueça os acessórios!

Kilo Shop Aberto no Marais, a loja que teve a luz de vender de roupas vintage à moderninhas à quilo, é um sucesso! Fica na 69-71 Rue de la Verrerie, 4º arrondissement.

Free’p’Star Este brechó não tem muito critério na seleção de mercadorias. As araras são lotadas e a bagunça é grande. Os preços são bem em conta. Fica na 52 rue de la Verrerie e 61 rue de la Verrerie, 4º arrondissement.

Episode É um brechó mais organizado, a qualidade das mercadorias é melhor, mas a sensação de abarrotamento ainda existe. Fica na 12-16 rue Tiquetonne, 2º arrondissement.

Thanx God I’m a V.I.P. A loja, de propriedade de Sylvie Chateigner, foi aberta em 2008. O brechó está na categoria luxo. Você vai encontrar peças ótimas com preços muito abaixo do original. Fica na 12 rue de Lancry, 10º arrondissement, estação République.

Les 3 Marches de Catherine B – Catherine B está à frente deste brechó especializado em Hermès e Chanel. As peças mais raras, de série limitadas, são caçadas por Catherine B. A loja está situado entre o Boulevard Saint-Germain e a place Saint-Sulpice na 1-3 rue Guisarde. Ela só atende com hora marcada. Mande um email para catherinebparis@gmail.com

Didier Ludot O mais tradicional dos brechós não possui preços tão em conta, porque Didier Ludot vende o sonho de se ter peças únicas, exclusivas e que fizeram história. Vale à pena passar para dar uma olhadinha. Fica na 24

Galerie Monpensier – Palais Royal, 1º arrondissement .

Para comprar Perfumes e maquiagens:
Jovoy A embaixadora de perfumes raros em Paris oferece cerca de 80 perfumes e velas exclusivas e inéditas. Fica na 4, rue Castiglione, 1º arrondissement.

Sephora Fica na 70-72 avenue Champs-Elysées.

Nocibé – Fica na 187 rue saint-Honoré, 1º arrondissement.

Marionnaud Fica na 41, rue de Rivoli.

MAC Fica na 131 rue de Rennes, 6º arrondissement.

Fnac É a loja para quem procura um pouco mais de cultura em todas as áreas. Fica na 109 rue Saint-lasare, 9º arrondissement.

O paraíso das livrarias está na place Saint-Michel, no 5º arrondissement, para quem procura livros especializados.

QUANDO ANOITECE

A “Cidade Luz” tem muitas razões para ser chamada assim. A iluminação dos lugares públicos permanece até a meia noite. Aos sábados, domingos e feriados até uma hora da manhã. Os divertimentos noturnos que Paris oferece são verdadeiras explosões de bom gosto iluminado. As ruas e praças ficam iluminadas à noite toda.

Os Cabarets são imperdíveis e apresentam espetáculos inesquecíveis!!! Para todos eles, o paletó e gravata são apreciados. Shorts, bermudas, chinelos, roupas e sapatos esportivos são proibidos. Os shows podem ser acompanhados de jantar ou taça de Champagne. A casas mais famosas são:

Crazy Horse – Inaugurado em 1951, a partir dos streptease das norte-americanas. As mulheres se apresentam seminuas. Fica na 12 Avenue George V, linha 9 – Estação Alma Marceau ou linha 1, estação George V ou Franklin D. Roosevelt.

Le Lido – Inaugurado em 1946, foi o primeiro a lançar a fórmula jantar-espetáculo. Crianças a partir de 4 anos são bem vindas desde que não incomodem os convidados, caso contrário, serão convidadas a se retirarem. Fica na 116 bis, Avenue Champs-Élysées, linha 1 – estação George V ou o RER A – estação Charles de Gaulle-Étoille.

Buddha Bar – O restaurante foi inaugurado em 1996 e se diz um verdadeiro precursor da d’Art de vivre. Fica na 8-12 rue Boissy-d’Anglas, 8e arrondissement.

Ice Kube Bar – Os amantes de sensações intensas vão amar este bar/Igloo composto por 20 toneladas de gelo, à -18ºC. Fica na 5 passage ruelles, 18º arrondissement.

COMO CHEGAR

Existem vôos que partem todos os dias do Brasil, diretos ou com escalas, para os 2 maiores aeroportos parisienses, o Charles De Gaulle(CDG) localizado em Roissy, a 23 km ao norte de Paris e o Orly a 14 km ao sul. Para chegar ao centro de Paris, a possibilidade mais barata é pegar um dos ônibus que levam aos terminais no centro ou pegar um táxi, que é bem mais caro.

O metrô de Paris não é apenas funcional, é belo.

Paris é servida por ótimas estações ferroviárias, todas elas próximas ao centro: Gare St-Lazare, Gare du Nord, Gare de l’Est, Gare de Lyon, Gare d’Austerlitz e Gare de Montparnasse, todas interligadas ao metrô. As áreas no entorno dessas estações são, geralmente, tomadas por ladrões, prostitutas e viciados. Fique atento!!!

QUANDO IR

Sol e chuva em Paris

Ir a Paris é emocionante em qualquer época do ano, entretanto, se você não gosta de multidões, não vá em julho/agosto. Nesta época, de férias no hemisfério norte, os parisienses abandonam a cidade para os turistas, muitos estabelecimentos comerciais estão fechados, os turistas invadem a cidade. As filas serpenteiam todos os monumentos e o humor dos atendentes fica alterado.

Se você não gosta de muito frio, não vá no inverno (dezembro a março), mas vai perder os fogos de artificio da virada do ano na torre Eiffel. A melhor época para visitar Paris é entre abril/ junho e setembro/novembro. Nestes períodos, as passagens são mais baratas, o clima é mais agradável, a cidade está menos cheia e mais bonita, por causa das árvores que estão trocando as folhas.
Em qualquer época, leve uma sombrinha na bolsa. Paris tem chuvas regulares, às vêzes alternando sol e chuva no mesmo dia.

ONDE FICAR

Hôtel Brighton – Esprit de France – Situado em frente ao museu do Louvre e aos Jardins das Tulherias, num edifício do século XIX. O hotel possui móveis, lustres e obras de arte de época. A estação de metrô Tuilleries está a 50m do hotel. Fica na 218 rue de Rivoli, 1º arrondissement. Diárias a partir de 285 euros.

Hôtel Royal Saint Germain – Situado a 10 minutos a pé do Jardim de Luxembrugo. Este hotel moderno fica a 3 minutos a pé da estação de Metrô Saint-Placide e a estação de Montparnasse está a 1,2km. Fica na 159 rue de Rennes, 6º arrondissement. Diárias a partir de 180 euros.

Hôtel Ibis Paris Montmartre – Situado a 300 metros do Moulin Rouge e a 15 minutos a pé da Basílica do Sagrado Coração. O hotel fica próximo ao metrô Place de Clichy, a 2 km da Estação de Trem Gare du Nord e a 20 minutos a pé do Parc Monceau (parque público). Fica na 5 rue Caulaincourt, 18º arrondissement. Diárias a partir de 127 euros.

Não tem hotel mais barato?

Adveniat Paris – Administrado por uma comunidade religiosa católica, o Adveniat Paris é um albergue da juventude localizado no 8º distrito de Paris, a 350 metros do Grand Palais, 2 km da Torre Eiffel e 500 metros da Avenida Champs-Élysées. Fica na 10 rue François I. Diárias a partir de 36 euros por cama.

Generator Hostel Paris – Esse albergue está localizado próximo ao badalado Canal Saint- Martin onde podem ser encontrados vários bares, restaurantes e lojas vintage. Fica a 900m da Gare de l’Est e 700m do Parque Buttes-Chaumont. Fica na Place du Colonel Fabien, 10º arrondissement. Diárias a partir de 38 euros por cama.

ONDE COMER

Quando a guilhotina decepou quase todas as cabeças da aristocracia francesa durante a Revolução e as que sobraram, perderam seus patrimônios, os cozinheiros franceses perderam seus empregos nas mansões de Paris. Tiveram que se reinventar!! Não foi à toa que a França adquiriu a fama de melhor culinária do mundo!! Estes cozinheiros abriram restaurantes por toda a Paris e se esmeraram na qualidade e na apresentação de seus pratos. Paris, finalmente, adquiriu o hábito de comer fora de casa.

Há, em Paris, restaurantes de comida francesa para todos os preços e em todos eles, caros ou mais baratos, normalmente come-se bem. Assim, seja num restaurant, numa brasserie ou num bistrot, a comida francesa encanta. Insista em prová-la!

Chez L’Ami Jean – É um pequeno restaurante de comida caseira, feita com ingredientes fresquinhos. O cardápio do dia está afixado num quadro na parede. O preço médio é de 50 euros por pessoa. Fica na 27 rue Malar, 7º arrondissement.

Le Train Bleu – Construído para a Exposição Universal de 1900, assim como o Grand Palais, Petit Palais e Pont Alexandre III, no estilo neo barroco. Foi salvo de demolição em 1966. Suas salas estão classificadas como patrimônio histórico desde 1972. Está situado no Hall da Gare de Lyon. Preço médio 81 euros.

Ciel de Paris – É o ponto alto de Paris com vista para a Tour Eiffel. Coquetéis maravilhosos e gastronomia francesa. Fica na Tour Montparnasse, 33 Avenue du Maine, 15º Arrondissemeent. Preço médio 80 euros.

Tem mais barato?

Breizh Café – Com certeza a melhor creperia de Paris, cuja origem é bretã. Todos os pratos são feitos a partir de produtos frescos e autênticos vindos de pequenos produtores bretões. A sugestão é a galette hareng fumé et pommes de terre de Saint-Malo, degustado com bolée de Cidre. Fica na 111 rue vielle du Temple, 3º arrondissement. Preço médio 25 euros.

Boulangerie Viennoiseries: O croissant e o pain au chocolat do lugar são inesquecíveis, mas os diferentes brioches exalam um perfume que entranham em nossa memória. Outras variedades maravilhosas são os oranges confites et chocolat, pralines roses e feuilletées à la fleur d’oranger ou simplesmente o pão francês. Fica na 2 rue Mouffetard, 5º arrondissement.

Bon voyage!!!


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Conheci a França através dos livros e descobri que este país é, por si só, um exemplar admirável. Desses que te hipnotizam da primeira página ao último ponto. Violento e delicado, por vezes há um toque de conto de fadas. Pura emoção.

A história francesa é o cenário principal da narrativa com suas coerências e paradoxos, glórias e fracassos. Registre!!! A leitura mágica me transportou para tempos remotos e contemporâneos.

Quero que a minha viagem seja nossa. Ela está aqui, na bilheteria da estação ferroviária. Faça uma boa viagem e volte para me contar. Como dizem os franceses: "À Bientôt, j'espère."

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