Paris Royal

Por em 16 agosto, 2017

Jardin du Luxembourg(1889)

A rainha do mundo é uma bela mulher e uma feiticeira. Explore suas curvas, deixe que ela te conte o seu passado e então verá que a bela mulher é, na verdade, uma velha prostituta e uma santa, charmosa e sofisticada. Sua sensualidade seduz sem piedade, sonhadores e vigaristas, para o bem e o mal.

A HISTÓRIA

Marco zero de Paris – na praça em frente à catedral de Notre-Dame – Île de la Cité

No século I ac, os romanos conquistam o primeiro núcleo de Paris, a atual île de la Cité. Julio César a chamava de Lutécia. Ao final dos seus primeiros mil anos, a cidade era imunda, fedorenta e sórdida. Anna de Kiev, uma ucraniana que chegou a Paris em 1051 para ser a rainha de Henrique I, definiu-a como ”Uma ruína esfarrapada”. O único sentimento dos parisienses, na época, era de alívio, o fim do mundo não havia chegado com a virada do milênio.

Catedral de Notre-Dame vista do Rio Seine

Desde então, apesar dos avanços culturais, e ainda que estivesse lotada de peregrinos e relíquias, Paris ainda não era considerada como centro religioso, pois não tinha uma grande catedral. Assim, em 1163 iniciou-se a construção da Catedral de Notre-Dame. No reinado de Filipe Augusto, entre 1180 e 1223, Paris brilhou! Uma fortaleza foi construída para defender a cidade: Era o Louvre.

Temida por todos, Paris não era lugar para fracos: Seus moradores eram basicamente, criminosos, prostitutas e ladrões. Entretanto, atraiu os judeus porque era movimentada, mercantil e a presença deles indicava riqueza. Entre 1337 e 1453, a cidade foi ocupada diversas vêzes pelos ingleses, durante a guerra dos 100 anos. No século XVI, iniciam-se as construções renascentistas. Em 1682, o rei “Sol”, Louis XIV, transfere sua corte para o símbolo do esplendor real, o château de Versailles. Em 14 de julho de 1789, sem mais aguentar os desmandos da realeza, o povo ocupa a Bastilha e tem início a revolução Francesa. No dia 21 de setembro de 1792 é proclamada a República e 4 meses mais tarde, o rei Louis XVI é guilhotinado na atual Place de la Concorde. Tem inicio uma nova era.

Coroação de Napoleão I – imperador da França e Josefina a imperatriz

Em 1804, com toda pompa e circunstância, Napoleão I coroou a si mesmo como imperador da França na catedral de Notre-Dame. O maior estrategista de guerra que o mundo já viu, inicia a mudança do mapa da Europa e mostra ao mundo que o poder agora está em suas mãos. Foi o próprio Napoleão que jurou transformar Paris na cidade mais bela que o mundo já tinha visto.

O QUE FAZER

O centro de ajuda ao visitante fica na 25 Rue des Pyramides, 1º arrondissement.

Pare em uma banca e compre o L’Officiel des Spectacles, Pariscope ou 7 à Paris! São jornais semanais, guias de manifestações culturais com informações práticas e programações de espetáculos.
Na mesma banca compre um chip pré-pago para o seu celular.

Se você é um amante de museus, Paris e arredores possuem em torno de 70 museus. Considere adquirir a “Carte musée”, para 2, 4 ou 6 dias consecutivos, ela inclui a entrada para o Louvre, Château de Versailles e evita filas. Está disponível nas estações de metrô ou nos museus.

Os passes de trem foram criados para facilitar a vida dos turistas, e permitem que você pegue o metrô, os ônibus normais, os trens da periferia, o bondinho de Montmartre, vá à Disney (zona 5), à Versailles (zona 4), pegue o RER ou o Roissybus no Charles de Gaulle (zona 5) e ainda o Orlybus em Orly (zona 4).
As linhas de metrô são numeradas e levam o nome das respectivas estações finais. Os bilhetes são adquiridos em máquinas automáticas ou nos guichês em cada estação. Os carnês normais de 10 percursos dão um desconto de 40% em relação ao ticket individual e funcionam na zona 1.

O “Paris Visite” vale por 5 dias a partir do dia em que foi usado pela primeira vez. É utilizável no metrô e RER, da zona 1 até 5, o que inclui o aeroporto Charles de Gaulle, Eurodisney, Outlet, Versailles). Pode ser adquirido nas estações de metrô.

O “Navigo Decouverte” é um cartão cuja validade começa na segunda-feira e termina no domingo, vale para as zonas 1 e 2. Você precisa ter uma foto do tipo 2,5 x 3 e cartão adquirido à parte.

Tabela de preços (2016), em euros, para você fazer as contas de acordo com seu roteiro:
Ticket de metrô individual : 1,80
Pagto dentro do ônibus : 2,00
Carnê com 10 tickets : 14,10
Paris Visite : 61,25
Navigo decouverte : 21,50
O Cartão : 5,00
Táxi CHG – rive droite : 50,00
Táxi CHG – rive gauche : 55,00
Charles De Gaulle RER : 10,00 somente ida
Eurodisney : 15,00 (ida e volta)
Versailles : 7,10 (ida e volta)

Paris é cortada pelo rio Seine e dividida em arrondissements

O rio Seine divide Paris em margem esquerda (rive Gauche) e margem direita (rive Droite). Cada uma delas é subdividida em arrondissements que são regiões administrativas. Paris possui 20 arrondissements. As duas ilhotas no rio Seine são, da direita para esquerda, respectivamente, île Saint-Louis e île de la Cité, a maior. Memorize este mapinha, vai facilitar sua locomoção.
Tenha sempre à mão um mapa do metrô que pode ser conseguido nas próprias estações no seu hotel ou no Office de Tourisme. O metrô parisiense conta com 16 linhas. Entenda como funciona no exemplo para a linha 1(amarela):


Observe no extremo esquerdo a estação La Defense e no extremo direito a estação Château de Vincennes. Assim você definirá o sentido de direção partindo de onde você está para onde quer ir. Exemplo: Se você está na estação Louvre-Rivoli e quer ir para a estação Concorde, pegue a linha 1 sentido La Defense. Passará por 2 estações(Palais Royal – Musée du Louvre e Tuileries até chegar na estação Concorde. Se você quer ir para Bastille partindo da estação Louvre-Rivoli, pegue a linha 1 sentido Château de Vincennes. As estações marcadas com bolinhas amarelas não possuem conexões com outras linhas. As estações com bolinhas brancas possuem conexões com outras linhas e você pode trocar de linha sem gastar um novo ticket. Exemplo: a estação Châtelet, possui conexão com as linhas de metrô(M) 4, 7, 11 e 14 e com os trens regionais(RER) A, B e D. Na estação Gare de Lyon partem trens TGV(Grandes linhas). A estação Porte de Vincennes é uma estação de transferência (T) para as linhas 3a e 3b. É praticamente impossível para o turista distraído andar sem um mapa do metrô. Registre!!!

Paris é uma deliciosa aventura, mas antes de mergulhar neste mundo e ver seus detalhes, dar uma geral é essencial ou como dizem os franceses, fazer o vol d’oiseau.


Embarque num daqueles ônibus turísticos e, por 2 horas, circule pela cidade apreciando os principais monumentos. O centro de ajuda ao visitante vai indicá-lo como fazer.


Um passeio de barco pelo Seine pode ser feito através do “Les bateaux Mouches”, “les Bateaux Parisiens, “Vedettes de Paris “ ou “Vedettes du Pont-Neuf”. Eles partem da margem direita do Seine ao lado da pont de L’alma. O passeio dura em torno de 1:15hs. Cruzeiros com Jantar, exigem paletó e gravada para os homens. Pegue a Linha 9 e desça na estação Alma-Marceau.


Todo o briho de Paris também pode ser visto de bicicleta em um tour que dura de 3 a 5 horas, sempre passando pelos principais monumentos. O passeio é divertido, alegre, descontraído e energizante. Procure o centro de ajuda ao visitante.


Se quiser, literalmente, fazer um “vol d’oiseau”, contrate um helicóptero com a “Heli-France” – Issy-Les-Moulineaux na linha 12, estação Mairie d’Issy. 15º arrondissement, ou vá de balão com a “Ballon de Paris” que fica no Parc André-Citroën. Para isso, pegue o RER C, estação Javel ou Boulevard Victor. 15º arrondissement.

Roue de Paris


Inaugurada em 2000, a roda gigante é outra maneira interessante de conhecer Paris!! Fica na place de la Concorde, no 8º arrondissement, margem direita. Para chegar lá, Pegue a linha 1, 8 ou 12 do metrô e desça na estação Concorde.

Île Saint-Louis

Localizada no 4º arrondissement, a Île Saint-Louis, cujo apelido é île des Palais (ilha dos Palácios), conta com importantes e luxuosas residências do século XVII. Uma deliciosa desculpa para visitar a ilha é a famosa sorveteria Berthillon, um verdadeiro marco! Os amantes do sorvete são tantos, que eles conseguem congestionar o trânsito nesta parte da cidade!

Igreja Saint-Louis-En-I’Île

A torre de Saint-Louis-en-l’Île

Esta igreja é dedicada a Louis IX, rei da França de 1226 a 1270, canonizado em 1297 com o nome de Saint-Louis. Para um viajante do século XXI, é no mínimo questionável esta canonização, já que ele foi o responsável pela Inquisição. Dizem que sua fé fez dele um santo! Quem tem fé vai longe! O edifício foi construído entre 1624 e 1726 e está situada no 4º arrondissement, fica na 3 Rue Poulletier. Île Saint Louis.

Pont Marie à noite

A saída da ilha Saint-Louis para a margem direita do rio Seine pode ser feita através da Pont Marie, construída entre 1614 e 1635, é uma das mais antigas pontes de Paris. Inicialmente, havia sobre ela 50 casas, mas em 1658, uma enchente do Seine levou 20 delas e 2 de seus 5 arcos. Em 1660 foi feita a reconstrução da parte danificada. A construção em pedra vista hoje, iniciou-se somente em 1677.
A saída pela Pont Marie pela margem direita vai levá-lo a um dos bairros mais antigos de Paris. No século XIII, Marais era um pântano inundado pelo rio Seine. Hoje não é mais um pântano, e sim, um prestigiado bairro parisiense. É em Marais que fica:

Place de la Bastille

Colonne de Juillet

A queda da Bastilha marcou o início da Paris moderna na revolução francesa, em 14 de julho de 1789. Nada resta da fortaleza construída em 1396 que inspirou a lenda do “Homem da Máscara de Ferro” e que marcou uma geração de prisioneiros sentenciados por bruxaria, no reinado de Louis XIV. Em seu lugar existe uma praça, em cujo centro está a Colonne de Juillet, em homenagem às vítimas da Revolução de 1830. No topo está o Deus da Liberdade. Todos os anos, no dia 14 julho é celebrada a queda da Bastilha em toda a França. Pegue a linha 1, 5 ou 8, estação Bastille. Marais, 4º, 11º e 12º arrondissements.

Place de Vosges


Em 1559, num torneio em comemoração ao casamento de uma de suas filhas, o rei Henri II acabou morrendo nesta praça, atingido por uma lança que estacionou bem dentro do seu olho esquerdo. Após sua morte, a rainha Catherine de Médici mandou demolir o palácio que ficava em volta do pátio onde Henri II foi morto. Nos anos seguintes, o terreno virou um mercado e depósito de lixo. A Construção da Place de Vosges, aconteceu no reinado de Henri IV, 40 anos depois. Foi uma das primeiras construções panejadas de Paris. São 36 prédios em tijolos vermelhos cercando a praça, sendo 9 de cada lado. O pavilhão do rei é o mais alto de todos e o único que não possui lojas abrindo para a galeria. Uma loja sobre o pavilhão estaria muito abaixo da importância de um rei.

Os passeios cobertos permitiam que as pessoas fossem às compras mesmo com chuva, isto era uma inovação para a época. A Casa que hoje chama mais atenção é a de Victor Hugo. Para Chegar na Place de Vosges pegue a linha 8 e desça na estação Chemin Vert. Fica no 3º e 4º arrondissement.

Pont de la Tournelle

Pont de la Tournelle, no alto a estátua de Santa Genoveva

A saída da ilha Saint-Louis para a margem esquerda do rio Seine pode ser feita através da Pont de la Tournelle construída em 1656. Caminhando por ela, você chegará ao 5º arrondissement, onde fica uma parte do Quartier Latin. Chamado assim, por ser frequentado por professores e alunos da universidade de Sorbonne que falavam latim dentro das salas de aula. O bairro possui muitos restaurantes, cafés, banca de livros e clubes subterrâneos (caveaux).

Université de Paris – La Sorbonne

La Sorbonne

Fundada em 1257, no século XIII, é a principal universidade da França, especializada em letras, artes e ciências humanas. Criada incialmente para ajudar bolsistas pobres, foi crescendo rapidamente com as doações vindas de terras cristãs. A universidade empurrou Paris para a Vanguarda européia. Era em Paris, aos pés da montanha de Sainte-Geneviève que o verdadeiro poder intelectual estava se desenvolvendo. Foi reformada por Napoleão I em 1806 e novamente reformada, no século XX. Fica na rue des Écoles. RER B, estação Luxembourg.

Église de Sorbonne

A capela da Sorbonne foi construída em 1635, no centro da universidade. Guarda o túmulo do cardeal Richelieu. Fica no Boulevard St-Michel. Pegue a linha 10 e desça na estação Cluny – La Sorbonne. 5º arrondissement .

Panthéon

O Mausoléu de Paris (Aux Grands Hommes la Patrie Reconnaissante)

Originalmente construído como uma igreja em 1764, por ordem do rei Louis XV, depois de se recuperar de uma grave doença, o Pantheon foi transformado em mausoléu para os grandes homens da França depois da revolução francesa e conservou a torre Clóvis da antiga abadia de Sainte Geneviéve. Neste mausoléu estão enterrados Jean-Jacques Rousseau (filósofo, escritor suíço), Émile Zola (escritor Parisiense), Louis Braille (criador do sistema de leitura para cegos. O corpo de Voltaire foi exumado e trazido para o Panthéon em 1791.

O templo dos famosos ficou consagrado com o enterro do poeta e dramaturgo Victor Hugo, em 31 de maio de 1885. Sua morte provocou um sentimento de libertação em Paris: cavalheiros respeitáveis ficaram bêbados, prostitutas pararam de trabalhar e foram se divertir, oferecendo o corpo de graça nos cantos escuros da Champs-Élysée! Sua morte havia marcado o fim de uma era de guerras. Seu corpo foi velado no topo do Arc du Triomphe.

Mairie de Vº Arrondissement

O Panthéon fica no Quartier Latin, pegue o RER B(linha azul) e desça na estação Luxembourg. Caminhe em direção ao Panthéon e a Mairie no 5º arrondissement.

Pont Saint-Louis

Pont Saint-Louis

A Pont Saint-Louis faz a ligação entre île Saint-Louis e Île de la Cité. Foi inaugurada em 1630 e reconstruída 6 vêzes durante os séculos seguintes, sendo sua última versão, de 1970. Atravesse a ponte e você estará na île de la Cité!

île de la Cité

Paris começou aqui na île de la Citê

Île de la cité pertence ao 1º e ao 4º arrondissement. Foi neste Oásis que se ergueu a catedral de Notre-Dame.

Cathédral de Notre-Dame

Cathedral de Notre-Dame vista à noite

Idade média: 1163! Inicia-se a construção de Notre-Dame de Paris. A idéia era que a catedral “repousasse sobre a água como um grande e majestoso navio”. Sua conclusão aconteceu quase 2 séculos mais tarde, em 1345. O resultado foi, simplesmente, a apoteose da época. O mais alto edifício já construído, podia ser visto a quilômetros e sua fama se espalhou pelo mundo.

Fica aos pés de Notre-Dame. É uma das mais antigas ruas de Paris

Em 1348, quando a peste negra chegou a Paris, as ruas enlameadas em volta da catedral eram ocupadas por cadáveres, ratos e gatos. O fedor era espalhado por quilômetros, através do ar. Houve um massacre de gatos, que foram acusados injustamente, de serem os causadores da doença. A epidemia durou um ano ou pouco mais. No final, chegaram à conclusão de que fora um castigo de Deus. Na verdade, os ratos foram os culpados!
Em 1500, quando sexo e religião confundiam a mente dos fiéis, prostitutas entravam na catedral e negociavam seus preços com qualquer um que pudesse pagar por um programa. Nessa época, a cidade contava com belas prostitutas. Quando a moral começou a se estabelecer, os hereges tiveram que escolher entre a missa e a morte.

Victor Hugo escreveu: “Notre-Dame mudou a paisagem da cidade”.

A entrada é gratuita. Fica na 6 Parvis Notre-Dame – Pl. Jean-Paul II. Île de la Cité. Pegue a linha 4 do metrô, desça estação cité.

Vista a partir do alto de Notre –Dame e junto as gárgulas

O ponto alto da visita a Notre-Dame é subir os 387 estreitos degraus que levam até uma torre com vista para a imensidão da cidade, os detalhes da construção são as gárgulas e o sino. A entrada é feita pela rue du Cloître Notre-Dame, lado esquerdo da fachada. É uma visita paga.

Sainte-Chapelle

Fachada da Sainte-Chapelle

A capela reservada à realeza

Quando o cruel Louis IX chegou ao trono em 1226 com apenas 12 anos, sua devoção e orações constantes já eram conhecidas e ele tinha a fama de ser o mais sagrado dos reis. Dizem que jejuava constantemente e sua aparência era meio assustadora.
A Sainte-Chapelle foi construída entre 1246 e 1248 para guardar relíquias de Jesus Cristo e da Virgem Maria, e para satisfazer a mania do rei de rezar noite e dia. Ela possui 2 andares: o térreo, construído para os servos e a nobreza, e o andar de cima, reservado à realeza. As paredes e janelas parecem serem feitas de vitrais e pedras, delicadamente, esculpidas. Seus vitrais narram histórias do antigo e novo testamentos. Sua beleza intimidava em 1248 e intimida agora, em pleno século XXI. Aqui você pode assistir a um concerto de música medieval algumas vêzes por semana. O ingresso pode ser adquirido em qualquer loja Fnac. Sainte-Chapelle fica na 8 Boulevard du Palais. Pegue a linha 4 do metrô, desça na estação cité.

Conciergerie – Palais de Justice


A Conciergerie é o principal vestígio do Palais de la Cité, residência dos reis da França entre os séculos X e XIV. Em 1392 foi convertida em prisão e considerada como sala de espera para a morte. Poucos saiam livres. Aqui, começou o fim da monarquia.

Marie Antoinette presa na Conciergerie

A Rainha de Louis XVI, Marie Antoinette, prisioneira em 1793, ficou aguardando sua execução por dois meses nessas masmorras. Saiu da Conciergerie direto para guilhotina em 16 de outubro do mesmo ano.

Lista de guilhotinados da revolução – 2780 condenados à morte em Paris

A decapitação era considerada um privilégio, uma punição reservada à nobreza. Suas vantagens em relação à fogueira e o esquartejamento eram infinitas, mas a principal, com certeza, era que o carrasco não tocava a vítima. Terror, terror, terror!

Pont Neuf


É um paradoxo que a mais antiga ponte de Paris tenha o nome de Pont Neuf (Nova Ponte). Planejada desde 1566, finalmente ficou pronta em 1607 no reinado de Henrique IV, considerada na época como uma maravilhosa confusão. A canção ” Les filouteries du Pont-Neuf – As fraudes da Pont-Neuf” entrou para o folclore parisiense e expressa os efeitos dessa nova construção na vida cotidiana:

“…Você, ponto de encontro de charlatões,
golpistas, prostitutas.
Oh Pont-Neuf, teatro de rua!
Vendedores de unguentos e supositórios,
Lar de arrancadores de dentes, vendedores de tapetes, livreiros,
exibicionistas…”

A Pont-Neuf era, também, o palco de manifestações contra a realeza e contra a igreja.

Seguindo em direção à margem esquerda do Seine você encontrará o Quartier St-Germain-Des-Prés. Este bairro boêmio, acolheu Jean-paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus e outros tantos boêmios que se encontravam nos famosos Café de Flore, Les Deux Magots. A partir dos anos 60 os turistas dominaram esse bairro cheio de casas noturnas, caveaux, bistrot.
Seguindo em direção à margem direita do Seine através da Pont-Neuf você encontrará o Louvre e o Quartier Les Halles. A pont-Neuf fica no 1º arrondissement, linha 7, estação Pont-Neuf.

Pyramide du Louvre


Esta criação contemporânea é a porta de entrada para o Louvre. Construída de vidro e aço, entre 1985 e 1989, no centro da Cour Napoléon. Descendo no seu interior, um grande hall dá acesso às salas dedicadas à história, ao fosso do Louvre de Charles V, auditórios, boutiques cafés e restaurantes. Pegue a linha 1 e desça na estação Louvre Rivoli.

Musée du Louvre

O Louvre e a Pirâmide de Cristal

A riqueza de sua história é tão grande quanto o volume de suas obras. Aberto em 1793 com 660 obras, algumas da coleção real e outras confiscadas das casas de nobres e igrejas. Desde então, sua coleção continuou crescendo com os espólios de guerras, compras, doações de artistas protegidos pelo rei, patrocínios ou descobertas arqueológicas.

La Joconde (Monalisa)

e mumificação

Sua construção teve início no reinado de Felipe-Augusto, entre 1180 e 1223. Aparentemente, Felipe se sentia entediado no velho Palais de la Cité mas, na verdade, a construção de uma fortaleza tinha como objetivo defender Paris contra os ataques vikings. Logo além dos muros da cidade foi construída uma torre de vigia que foi chamada de “Louver” que significa fortaleza e foi o primeiro ponto de defesa da cidade. O Louvre ainda conserva as velhas paredes do “Louver” no seu subsolo. Elas são frias e dão a impressão de serem impenetráveis. Durante séculos serviu de moradia para reis e rainhas que o aumentaram e redecoraram ao seu estilo.
No reinado de Louis XIV, em 1682, a corte é transferida para o Château de Versailles e a partir daí o Louvre inicia sua jornada até se tornar o museu que é hoje, um dos maiores do mundo.

Victoire de Samathrace

e aphrodite(Vênus de Milo)

O Museu do Louvre se subdivide em 3 alas: Denon, Sully e Richelieu. Cada uma das Alas ocupam os 4 andares do museu (Entresol, rez-de-chaussée, 1º étage, 2º étage). É recomendável que você planeje sua visita de acordo com seu interesse, não é possível apreciar todo o museu numa única visita, afinal são mais de 460.000 obras de arte.

 

 

Minha sugestão:

Louvre Medieval

ENTRESOL – No subsolo, é imperdível o Louvre medieval, siga em direção a ala sully, passando pela história do Louvre em direção ao Louvre medieval, onde ainda é conservada a muralha de Paris.

Esculturas Italianas

REZ-DE-CHAUSSÉE – Não perca as esculturas italianas da ala Denon, Le baiser de l’Amour ( o beijo dos apaixonados). Na Ala Sully, Aphrodite, a Vênus de Milo, domina na sala 7. Seguindo em frente na mesma ala, a estátua de Ramsés na sala 12 da ala egípcia.

Apartamento de Napoleão III

La liberté Guidand le Peuple pour Eugène Delacroix

1º ÉTAGE – Na ala Denon, na sala 7, Monalisa (La Joconde) estará lá na sua redoma de vidro. É quase impossível chegar perto, tamanha a quantidade de fotógrafos assediando a musa de Leonardo da Vinci.
Veja as grandes pinturas francesas nas salas 75, 76 e 77, entre elas, a coroação de Napoleão – imperador da França, e a Liberdade guiando o povo, por Eugène Delacroix. Subindo as escadas em direção a ala Sully, a Victoire de Samathrace é a atração. Siga até a Galerie d’Apollon e veja a coroa de diamante do rei Louis XV, o preguiçoso. Atravesse a ala Sully, entrando na Ala Richelieu , o apartamento de Napoleão III é imperdível.

Le BainTurc

2º ÉTAGE – Pinturas Francesas, alemãs, holandesas, russas, belgas, suíças e desenhos franceses. O Banho turco fica na sala 59 da ala Sully.

O Louvre fica no 1º arrondissement, entre a margem direita e a rue de Rivoli. Pegue a linha 1 ou 7 do metrô e desça na estação Palais Royal/Musée du Louvre. Daqui, a entrada para o museu é através do centro comercial Carrousel du Louvre seguindo em direção à pirâmide invertida. Outra opção é pegar a linha 1 e descer na estação Louvre Rivoli. Nesse caso, a entrada do museu será pela pirâmide de vidro. Em cada primeiro domingo dos meses de outubro a março a entrada no museu do Louvre é gratuita para todos os visitantes. Registre!!! Todas quartas e sextas o museu fica aberto até 21:45. Verifique as normas de segurança para entrada, o tamanho permitido de bolsas não pode exceder a (55cm x 35cm x 20cm). Registre!!!

Jardin des Tuileries

Sculpture de femme par Maillol – Jardin des Tuileries

Quando Catherine de Médici foi trazida de Roma pelo então rei da França, François I, para se casar com seu filho Henri, foi logo chamada de “a prostituta do príncipe”. Possuía o visual um tanto medíocre e procurava disfarça-lo com roupas finas e salto alto, nesta época, Salto alto lembrava as prostitutas da Roma antiga e na Inglaterra, mulheres que usavam salto alto ainda eram queimadas como bruxas. Ela trouxe consigo um gosto apurado pela política, teatro, artes, culinária e modos um tanto peculiares: Usava sexo sempre que podia para conseguir tudo que queria. Foi nesse clima que Catherine construiu o Palais des Tuileries, em 1564, no lugar de uma antiga fábrica de tuiles (telhas), estabelecida desde 1372. O Palácio foi aumentado nos reinos seguintes, e acabou como um anexo do Louvre. Um incêndio provocado, sabe-se lá por quem, destruiu o Palais em 1871 e suas ruinas foram retiradas em 1883. O jardim permaneceu e acolhe manifestações como o rendez-vous no jardim e a feira internacional de arte contemporânea. É delimitado nos quatro cantos pelo Palais du Louvre, rue de Rivoli , rive Seine e place de la Concorde. Fica no 1º arrondissement, margem direita na 113 rue de Rivoli. Pegue a linha 1 e desça na estação Tuileries.

Place de la Concorde


Todo o mérito da construção da Place de la Concorde é dedicado ao rei Louis XV e sua amante Madame de Pompadour que tiveram participação ativa no processo. Do planejamento à construção, tudo caminhou no mesmo ritmo do rei cujas prioridades pareciam girar, somente, em torno de sexo e jardinagem. A praça foi inaugurada em 1763, quinze anos haviam se passado desde o início da sua construção. Foi chamada de “Place Louis XV”, em homenagem ao preguiçoso rei. Durante a revolução Francesa tornou-se a “Place de la Revolution” e nela foi colocada a guilhotina que deu fim aos membros do antigo regime. Quando as cabeças reais foram retiradas da praça da Revolução ela se tornou a Place de la Concorde. A estátua equestre de Louis XV não demorou a ser substituída pelo imponente obelisco trazido de Luxor, no egito, em 1831.
Fica aos pés da avenue Champs-Élysée. Está situada no 8º arrondissement, margem direita. Pegue a linha 1, 8 ou 12 do metrô e desça na estação Concorde.

Avenue Champs-Élysée


Com o firme propósito de tornar Paris mais bela, Napoleão I demoliu velhas mansões entre o Jardin des Tuileries e o musée du Louvre, revelando uma Champs-Élysées magnífica e soberba a caminho do triunfo. Quando a noite chegar, deixe seu olhar vagar por esta avenida até Étoile, é como mergulhar num mundo à parte onde as luzes revelam o passado misturado ao presente. Caminhe por esta avenida, observe as vitrines, entre nas lojas, sente-se num restaurante na calçada e observe a vida parisiense.
Pegue a linha 1, desça na estação Concorde e inicie a caminhada.

Arc du Triomphe


“Aqui repousa um soldado francês que morreu pela pátria” 1914 – 1918

Símbolo das vitórias de Napoleão, o arco do triunfo abriga o túmulo do soldado desconhecido, todos os dias é prestada uma homenagem, diariamente, às 18:00 horas. Subindo os 190 degraus da sinuosa e estreita escadaria você tem acesso ao museu e a uma vista das 12 avenidas que passam pelo Arco formando a Étoile (estrela). É deslumbrante! Pegue a linha 1, 2 ou 6 e desça na Charles de Gaulle-Étoile.

Opéra Garnier


Fundada em 1669 pelo rei Louis XIV, foi a primeira companhia de ópera de Paris. Fica na 8 rue scribe. Pegue a linha 3, 7 ou 8 , estação Opéra.

Palais/Jardin de Luxembourg

Palais du Luxembourg

Com a morte do rei Henrique IV, sua viúva Marie de Médicis, tornou-se regente e assumiu o controle da França. Essa mulher cheia de vontades e pouca inteligência, conseguiu construir um dos mais belos palácios que a França já viu. Sua construção durou 10 anos, de 1615 a 1625. A ala oeste do palácio foi reservada à rainha mãe e a seu filho, o rei Louis XIII. Durante 5 anos, Marie de Médicis foi a regente e enriqueceu seus favoritos às custas dos altos impostos cobrados dos súditos. A maior parte de suas pinturas foi transferida para o Louvre, o pintor, Peter Paul Rubens, fez 24 retratos da regente, chamados a série de L’Histoire de Marie de Médicis dando a noção de maior beleza e mais inteligência do que ela, realmente, tinha. Hoje, o palácio é ocupado pelo senado da França e só é aberto ao público no primeiro domingo de cada mês.

Jardin du Luxembourg

Os jardins foram criados em 1612 para acompanhar o palácio, Possui um espelho d’água e é cercado por estátuas de rainhas da França. Você pode ir lá para assistir a um concerto, relaxar ou ler um livro.

Fontaine de Médicis

Fontaine de Médicis

Chamada de Grotte du Luxembourg quando criada em 1630, o ideal da regente era reencontrar a atmosfera dos jardins italianos, em particular os jardins de Boboli em Florença. No século XIX a fonte foi trocada de lugar devido as reformas realizadas por Haussmman, em Paris. O Palais/Jardin du Luxembourg fica na Rue de Vaugirard, RER B, estação Luxembourg. 6º Arrondissement.

Hôtel des Invalides


Este grandioso monumento era um hospital militar construído pelo rei Louis XIV para abrigar os inválidos dos seus exércitos. A construção foi concluída em 5 anos, de 1671 até 1676.

A cúpula dourada da igreja de Saint-Louis

A cúpula dourada que se estende acima dos prédios do hospital pertence à igreja de Saint-Louis. Sua capela guarda os sarcófagos dos irmãos de Napoleão, Joseph e Jérôme. Seus corpos foram trazidos de Viena em 1940, por Adolf Hitler.

Sarcófago de Napoleão I

Imediatamente abaixo da cúpula está o sarcófago vermelho que guarda o corpo de Naopleão I. Seu corpo retornou da ilha de Santa Helena em 1840 pelo esforço do rei Louis-Philippe.

No corredor de honra dos Invalides, uma série de 12 canhões de bronze da época de Louis XV estão expostos. Data da fundição – 1736 em Lyon. Os uniformes de Napoleão, suas armas pessoais e seu leito de morte são exibidos no Musée de l’Armée em frente ao Hôtel des Invalides. O Hôtel des Invalides pode ser visto da Pont Alexandre III. Fica na 129 Rue de Grenelle. Pegue a linha 8 ou 13 e desça na estação Invalides. 7º Arrondissement.

OS ARREDORES(BATE E VOLTA)

Cathédral de Saint-Denis

Saint Denis – Como disse o poeta Jean Marcenac, Saint-Denis é a cidade dos reis mortos e pessoas vivas. A aldeia era conhecida por “Catolocus” antes de adotar o nome do mártir cristão, em 450. É aqui que se inicia a era das catedrais francesas. A vida em Saint-Denis gira em torno da catedral gótica do século XII que é a necrópole de 72 reis e rainhas da França, começando pelo rei Clóvis em 511, passando por Louis XVI e Maria Antonieta em 1793, até o último rei francês Louis XVIII. Durante a revolução Francesa, os revolucionários violaram as tumbas reais, as ossadas não estão mais lá, mas as tumbas permanecem. A cripta é muito fria, leve um casaco. Registre!!!
Ao lado da basílica há 85 lojas de retalhos. Entre as rue de la République e a rue Gabriel Péri fica um centro de compras com mais de 150 lojas.
Saint-Denis é também famosa por ser a sede do Stade de France, um dos mais modernos estádios de futebol da França. O jogo inaugural foi disputado em Janeiro de 1998 entre a França e Espanha. “Les Bleus – Os Azuis”, foram os vencedores por 1 x 0 com um gol marcado por Zinedine Zidane. O estádio foi à loucura e a partir daí começou a contar sua história.

Em 19 de novembro de 2015 a cidade foi alvo de um tiroteio entre policiais e terroristas. A comunidade formada principalmente por muçulmanos fez questão de se manifestar e dizer que os terroristas não representam a comunidade.

Pegue a linha 13 e desça na estação Basilique de Saint-Denis.

O parlamento inglês e o Big Ben

Londres – É imperdivel!!! Mesmo que seja só por um dia. A capital da Inglaterra e do Reino Unido, rival milenar de Paris, é cortada pelo rio Tâmisa. Sua história de grandeza e riqueza é invejável. Nada do que eu disser irá prepará-lo para o brilho de Londres.

Saindo da estação Westminster (linha verde) sua primeira e mais bela visão será do parlamento inglês e do Big Ben. Atravesse a rua e siga até a Westminster Abbey, faça uma visita áudio guiada. Depois siga até o palácio de Buckingham. O evento da troca da guarda ocorre às 11:30h no verão; para outras estações do ano, o horário pode mudar.

De Buckingham caminhe até a Trafalgar Square no coração de Londres, é lá que fica a National Gallery. Ou volte para o Parlamento Inglês, atravesse a ponte de Westminster e a London Eyes estará lá, linda, para te mostrar a cidade vista de cima.

A próxima atração é o museu de cêra Madame Tussaulds que fica na estação Marylebone (linha marron). O museu possui caricaturas de várias estrelas mundialmente conhecidas e conta a história do terror na França.
Depois da visita pegue o metrô de volta até a estação Enbankment e pegue a linha verde para a estação Tower Hill, aqui fica a mais famosa ponte de Londres, a Tower Bridge. Neste momento seu dia estará acabando e você será presenteado com uma Londres coberta de luz.

Quer fazer umas comprinhas? A Oxford Street e Picadilly Circus (linha vermelha). A viagem de Paris a Londres dura 02:19h viajando pelo Eurotunel sendo que, entre Londres e Paris, existe um fuso horário de uma hora que vai beneficiá-lo na ida. O TGV parte da Gare du Nord com destino à estação St-Pancras(linha azul) em Londres. Observe a estação: ela é histórica! Siga até a estação Victoria, troque pela linha verde e desça em Westminster.

Registre!!! Adquira sua passagem de trem e seus ingressos com antecedência, você corre o risco de passar o dia em filas, principalmente no verão.

Catedral de Chartre

Chartres – É uma parada popular para os peregrinos que estão seguindo para Santiago de Compostella. O grande número de turistas ajuda a sustentar os restaurantes, cuja gastronomia é impecável e a delicadeza no atendimento serve de referência na França. Os moradores são unânimes em dizer que o restaurante “La Vieille Maison” é o melhor da cidade. Mas ninguém vai a Chartres somente por sua gastronomia. A catedral de Notre-Dame de Chartres, reconstruída no século XII, após um conveniente incêndio ocorrido na velha parte da catedral, exatamente aquela que o bispo estava querendo reconstruir, também é encantadora! Ela possui duas torres, uma sombria e a outra pontuda, mas graciosa. Conserva seus murais do século IX, possuindo 2500m² de vitrais que contavam suas histórias para a população, na maioria formada por analfabetos. A cripta abriga vestígios galo-romanos. A energia que emana dessa catedral me fez desejar acreditar nos milagres de Chartres. Na cidade baixa, uma das mais velhas casas do século XII se encontra na rue Chantault juntamente com a igreja de Saint-Pierre e Saint-André. Chartres fica a 91 km de Paris, saindo da Gare Montparnasse. A viagem dura em torno de 01:10hs para chegar na estação de Chartres.

Château Vaux-Le-Vicomte

Maincy – Nesta cidade foi construído, em 1661, o castelo Vaux-Le-Vicomte. Seu proprietário, Nicolas Fouquet, o popular ministro de Finanças no reinado de Louis XIV, era um charmoso mestre na arte da roubalheira. Adorava desviar dinheiro da coroa francesa, embora seu maior prazer fosse gastá-lo, não só com mulheres, mas com o Vaux, com o qual ele não poupou na construção. O engenheiro Le Vau, o paisagista Le Nôtre , e mais 18 mil trabalhadores tornaram possível a materialização desse castelo de contos de fadas.

Os jardins de Le Nôtre foram concebidos para harmonizar com o castelo e atender às necessidades de seu proprietário. A área foi transformada nos campos elíseos, um paraíso pagão aos quais somente os favorecidos pelos deuses tinham acesso. Estátuas de deuses da mitologia grega foram espalhadas por todo o jardim e jatos de água brotavam de várias fontes. Numa colina distante foi colocada a imensa estátua de Hércules Farnese, herói grego que não podia ser derrotado, o que fazia crer à Fouquet que ele jamais seria descoberto nas suas falcatruas.

Uma caminhada até a estátua de Hércules pode levar em torno de 1 hora. Hoje, carrinhos elétricos circulam pelos jardins. Alugue um. Fouquet, no auge de sua vaidade, convidou o rei para visitar a sua humilde residência. O que o Rei viu foi espetacular e muito mais impressionante do que qualquer um de seus palácios e deu-lhe a certeza de que Fouquet precisava ser detido. Fouquet foi preso 18 dias depois da última visita do rei, condenado a passar o resto de seus dias numa masmorra. O Rei perdoou todos os trabalhadores e os levou para construir Versailles.
Paris fica a 50 Km de trem de Maincy. Partindo da GARE de l’EST, a viagem dura em torno de 35 minuto até a estação de Verneuil l’Etang em Maincy. O château Vaux-Le-Vicomte fica a 6km da estação. A partir da estação, você pode ir de taxi ou pegar um ônibus(navette – châteaubus) que fica disponível, todos os dias, de 1 de abril até 2 de novembro.

Château Fontainebleau

Fontainebleau – A cidade guarda o château Fontainebleau, real e imperial, habitado continuamente durante 8 séculos. A variedade de estilos artísticos e uma verdadeira enciclopédia da arquitetura fazem o charme e riqueza do lugar. Aqui, nasceu em 1268 e morreu em 1314, Philippe o Belo, o cruel rei de ferro.

A maior parte de Fontainebleau foi construída por Francisco I, mas o homem de Fontainebleau foi, sem dúvida, Napoleão I. Ele reconstruiu e mobiliou o castelo depois dos saques ocorridos na revolução Francesa. Foi aqui que ocorreram os fatos mais importantes na ascensão meteórica deste imperador. Aqui, ele sonhou com um império e foi comparado aos grandes homens da história; aqui avisou Josefina, a imperatriz, que iriam se divorciar; aqui descobriu que seria pai do filho de sua segunda esposa, e foi aqui que abdicou do trono e deu adeus à velha guarda. Ao adentrar os domínios do château a visão da escadaria em formato de ferradura, deveria lembrar Francisco I seu construtor, entretanto, é o fantasma de Napoleão que vejo na escada, despedindo-se de sua guarda, chorando e abraçando a bandeira antes de partir para o exílio na ilha de Elba. Esta entrada ficou conhecida como a Praça do Adeus.

O château é cercado por jardins e lagos. A galeria Fronçois I, a sala de baile , a escada de Gabriel, a sala do trono, os apartamentos e os salões , acumulam um verdadeiro tesouro: uma escola de arte chamada de Fontainebleau.

Paris fica a 70km da cidade, saindo da GARE de LYON, a viagem dura 00:45hs até a estação de Fontainebleau. O château fica a 1,5km da estação e a caminhada é fácil e agradável. Existe, também, um ônibus que pode levá-lo ao château com horários sincronizados aos trens, eles ficam em frente à estação.

A imponente fachada do château de Versailles em perfeita harmonia com o parque

Versailles – Nesta cidade fica o Château de Versailles. É a Louis XIII que devemos o primitivo castelo, construído originalmente para ser uma instalação de caça. Foi a perfeição do château Vaux-Le-Vicomte que incitou o Rei Louis XIV a transformar o castelo de caça de seu pai, numa moradia digna de um rei. A vaidade e loucura do rei Louis XIV que qualifacava a si mesmo como o “SOL” , ao redor do qual tudo girava, achou intolerável que outro, senão ele, possuisse uma jóia real.

La Galerie des Glaces

Uma das grandes atrações do castelo é a galerie des glaces. Ela se abre para o parque com 17 janelas que correspondem, do outro lado, a 17 paneis de espelhos. Era aqui que as festas e recepções mais suntuosas se realizavam.

Galerie des Batailles

A galeria das batalhas é um prolongamento da galeria dos espelhos. A falsa chaminé é um auto relevo de Louis XIV. Toda a sala representa o triunfo do Rei Sol.

La Chambre de la Reine

O quarto da rainha era somente uma etiqueta, um quarto conjugal. Depois da cerimonia de deitar, o rei, vestido com sua camisola de dormir ia encontrar a rainha. Pela manhã, voltava para o seu quarto, para a cerimônia de se levantar. As cerimônias do levantar e deitar, representavam o nascer e o pôr do sol que eram assistidas por cortesãos escolhidos para esta honra.


O jardim idealizado por Le Nôtre

O jardim, idealizado por Le Nôtre, onde apolo, Rei Sol, foi personificado por Louis XIV.


No parque em frente ao château, chega-se à fonte Latona, onde Louis XIV foi representado pela primeira vez como o Rei Sol. Esta fonte é rodeada de sapos dourados e ao centro uma mulher que segura duas crianças. A mitologia grega foi usada para contar aos cortesãos a grandeza de Louis XIV. Latona foi a primeira mulher de Zeus que fugiu com os seus 2 filhos, Apolo e Artemis, para evitar a ira de Hera, a segunda mulher de Zeus. Hera enviou pastores para movimentarem as águas do lago evitando que latona bebesse de sua água. Então, Latona obrigou Zeus a transformar os pastores em sapos, condenados a nadar em águas lamacentas. Nesta fonte, Latona representa, Ana da Áustria, mãe de Louis XIV que teve que fugir com ele e o irmão mais novo durante o “Fronde”, revolta dos parisienses. Os sapos representam os parisienses. Os cortesãos sabiam bem esta história e se tivessem dúvidas, era só olhar para o teto da sala de Apolo, no interior do castelo, onde ficava o trono do rei. A pintura no teto representa Apolo na sua carruagem iluminada. Quando Louis XIV morreu, em 1715, seu bisneto Louis XV ocupou o trono, dando continuidade às extravagancias reais.

Seguindo em frente, a caminhada leva ao Grand Canal, onde Louis XV passeava com sua favorita do momento.

Petit Trianon

O Petit Trianon foi construído por Louis XV em 1768. Ele usava este prédio para seus encontros com a amante, Madame Du Barry. A rainha de Louis XVI, Marie Antoinette, usou estas acomodações procurando se refugiar da vida rígida do palácio.

Grand Trianon

O Grand Trianon foi construído em mármore rosa e branco por Louis XIV em 1687. Aqui morreu Madame de Pompadour, outra favorita de Louis XV. A mobília original não está mais lá, foi substituída por um mobiliário imperial. Alguns VIP’s já se acomodaram nesses domínios.

Entrada para o château de Versailles

Versailles tem muitos visitantes o ano todo, mas em agosto o castelo transforma-se num formigueiro humano. Definitivamente, não vá lá em agosto. Registre!!!

Les Fêtes de Nuit à versailles – É um espetáculo grandioso que acontece nos jardins do châteaux de Versailles, especificamente, em torno da fonte de Netuno nos finais de semana do mês de setembro. Reserve!!!

Todas as noites de sábado, durante o verão (período que vai de meados de junho a meados de setembro), a partir de 20:30h são revividas as festas reais dadas por Louis XIV. Um passeio mágico acontece dentro dos suntuosos jardins com fontes funcionando, luz e música no ar. No final, um show de fogos de artifícios acontece no Grand Canal. O passeio dura 02:30hs. Reserve!!

Não perca o espetáculo Grandes Eaux Musicales (musicais aquáticos) que acontece de março a outubro.

O restaurante La Flotille fica dentro dos domínios do château no Parc du Chateau de Versailles, 1 Boulevard de la Reine. Para chegar a Versailles pegue a linha C do RER que sai da Gare St-Lazare para Versailles- Rive Gauche, a viagem dura 00:40 hs. Da estação, uma caminhada de 10 minutos o levará ao château.

Casa de Claude Monet seu jardim de plantas

e o Jardim aquático

Giverny – Nascido em Paris em 1840, Claude Monet morou em Giverny a partir de 1883. A força estabilizadora da juventude de Monet foi a arte. Ele adorava pintar ao ar livre, desejava congelar tudo à sua volta. O estilo impressionista foi forjado quando Monet se juntou a Renoir. Monet pintou “impressão sol nascente”, pintura cujo sol fere a superfície da água. Foi a partir desse nome que nasceu o nome desse estilo de pintura, o impressionismo. Os críticos diziam que o impressionismo era “quadros bonitinhos pintados no campo”. Quanto mais empobrecido, melhor ele pintava. Comprou uma fazendola em Giverny e nela construiu um jardim de plantas, a partir de um pomar em que dizia: “Minha maior obra de arte é o meu jardim”. Em 1893 decidiu fazer um jardim aquático obtido do desvio do curso do rio Epte e uma ponte no estilo japonês. Mas possuía catarata e não podia ver sua própria criação. Monet faleceu 1926 aos 86 anos. Suas pinturas, consideradas monumentos ao impressionismo estão em exposição no Musée de L’orangerie em Paris. Pegue o TGV que sai da GARE ST-LAZARE até Vernon Giverny. A viagem dura 00:40 hs.

SOUVENIRS

O endereço do paraíso das compras, sem dúvida, é Paris. Do mercado das pulgas às casas de alta costura passando pelas boutiques, lojas de departamentos e até um camelô vendendo chaveirinhos, Paris é uma festa! As vitrines, as lojas e as pessoas enchem as ruas de energia. É difícil resistir ao chamado para as compras!

Grands Magasins du Printemps

Au Printemps – Esta loja de departamentos, fundada em 1865 é muitíssimo bem instalada. Fica na 64 Boulevard Haussmann, linha 7 – estação Chaussée d’Antin – La Fayette. 9º arrondissement.

Les galeries Lafayette

Les Galeries Lafayette – Seguindo a mesma linha, esta loja de departamentos fundada em 1895, possui instalações clássicas e maravilhosas. O teatro Municipal do Rio de Janeiro inspirou sua arquitetura na famosa Les Galeries Lafayette. Fica na 40 Boulevard Haussmann, linha 7 – estação Chaussée d’Antin – La fayette. 9º arrondissement.

Outros endereços especiais para lojas de departamentos:

Au Bon Marché – Esta loja de departamentos de 1872, foi decorada por Gustave Eiffel, o mesmo que projetou a Tour Eiffel. Fica na 24 rue de Sèvres, linha 10 e 12, estação Sèvres – Babylone. 7º Arrondissement.

Aux Trois Quartiers – fica na 23 Boulevard de la Madeleine, linhas 8, 12 e 14 estação Madeleine ou 3, 7 e 8 estação Opéra. 1º arrondissement.

Marché aux Puces de St-Ouen – É um mercado das pulgas tradicional onde você encontrará desde bugigangas até antiguidade de certo valor. Fica na Porte de Clignancourt, linha 4, estação porte de Clignancourt. 18º arrondissement.

Belle de Jour – É uma loja de frascos de perfumes. É no mínimo interessante descobrir esta loja em Montmartre. Fica na 7 rue Tardieu.

Para quem sonha entrar numa casa de haute couture (alta costura) a CHANEL fica na 31 rue Cambon. GIVENCHY fica na 3 avenue George V. YVES SAINT-LAURENT fica na 5 avenue Marceau. CHRISTIAN DIOR fica na 30 avenue Montainge. Quem nunca sonhou em usar um DIOR!!!

Se o assunto é moda jovem, a famosa COMME des GARÇONS fica na 40 rue Etienne-Marcel.

Mas se você quer achar de tudo numa só rua e por preços mais em conta vá a rue de Rivoli. Lá você encontrará roupas e acessórios, lojas de perfumes e sapatos.

QUANDO ANOITECE

Tour Eiffel – a guardiã de Paris e seu farol.

A “Cidade Luz” tem muitas razões para ser chamada assim e possui o cenário perfeito para uma história de amor. Os divertimentos noturnos que Paris oferece são verdadeiras explosões de bom gosto iluminado. Os lugares públicos permanecem iluminados até a meia noite, aos sábados, domingos e feriados até uma hora da manhã. As ruas e praças ficam iluminadas a noite toda.
Pegue um táxi ou alugue um carro e faça um circuito iluminado em Paris, você vai se surpreender! Partindo do Arc de Triomphe, vá ao Trocadero, depois a Tour Eiffel, Invalides. Atravesse para a place de la Concorde, daí para Conciergerie, Hôtel de Ville, Place de Vosges e Bastille. Em seguida vá a Notre-Dame, passe ao lado da Pont Neuf, mais adiante rume para o Louvre, contorne a Opéra, pegue a Place Vendôme. Suba a Champs-Élysées de volta ao Arc de Triomphe. Superbe!!!

Os Cabarets são imperdíveis e apresentam espetáculos inesquecíveis!!! Para todos eles o blaser e a gravata são apreciados. Shorts, bermudas, chinelos, roupas e sapatos esportivos são proibidos. Os shows podem ser acompanhados de jantar ou taça de Champagne. A casas mais famosas do passado ainda são recomendadas hoje:


Moulin Rouge – Esta cas de show/jantar criada desde 1889, possui uma rica história da boemia parisiense. Fica 9 Place Blanche, linha 2 – estação Blanche.


Paradis Latin – Esta casa de show/jantar teve sua origem em 1802, ano em que o Premier consul Napoleão Bonaparte construiu o Théâtre Latin. Em 1887 ele foi reformado para a exposição universal, juntamente, com a construção da tour Eiffel e sua nova sala passou a se chamar Paradis Latin. Fica na 28 rue du Cardinal Lemoine.

COMO CHEGAR

Existem vôos que partem todos os dias do Brasil, diretos ou com escalas, para os 2 maiores aeroportos parisienses, O Charles De Gaulle(CDG) localizado em Roissy, a 23 km ao norte de Paris e o Orly a 14 km ao sul. Para chegar ao centro de Paris, a possibilidade mais barata é pegar um dos ônibus que levam aos terminais no centro ou pegar um táxi, que é bem mais caro.

O metrô de Paris não é apenas funcional, é belo.

Paris é servida por ótimas estações ferroviárias todas elas próximas ao centro: Gare St-Lazare, Gare du Nord, Gare de l’Est, Gare de Lyon, Gare d’Austerlitz e Gare de Montparnasse, todas interligadas ao Metrô. As áreas no entorno dessas estações são, geralmente, tomadas por ladrões, prostitutas e viciados. Fique atento!!!

QUANDO IR

Sol e chuva em Paris

Ir a Paris é emocionante em qualquer época do ano, entretanto, se você não gosta de multidões, não vá em julho/agosto. Nesta época, é férias no hemisfério norte, os parisienses abandonam a cidade para os turistas, muitos estabelecimentos comerciais estão fechados, os turistas invadem a cidade. As filas serpenteiam todos os monumentos, o humor dos atendentes fica alterado.

Se você não gosta de muito frio não vá no inverno(dezembro a março), os dias são mais curtos, mas vai perder os fogos de artificio da virada do ano na torre Eiffel.

A melhor época para visitar Paris é entre abril/ junho e setembro/novembro. Nestes períodos as passagens são mais baratas, o clima é mais agradável, a cidade esta menos cheia e fica mais bonita por causa das árvores que estão trocando as folhas.

Em qualquer época, leve uma sombrinha na bolsa, Paris tem chuvas regulares, às vêzes, alternando sol e chuva no mesmo dia.

ONDE FICAR

Prince de Galles, a Luxury Collection hotel – construído no estilo art Déco, sua hospitalidade é preciosa. Está situado a 200 m da Avenida Champs-Elysées, a 12 minutos a pé do Arc de triomphe e a 15 minutos de carro do Estádio Parc des Princes. Fica na 33 avenue George V, 8º arrondissement. Perto da estação de metrô George V. Diárias a partir de 595 euros.

Hôtel Monge – Ele é novo, quartos são pequenos, mas muito bem decorados. Você encontrará pequenas lojas, bares e restaurantes na vizinhança. A Catedral de Notre Dame está a 15 minutos a pé do hotel. Situado no animado Quartier Latin, fica na 55 rue Monge, 5º arrondissement. Pegue a linha 10 e desça na estação Cardinal Lemoine que fica a 200m do hotel. Diárias a partir de 174 euros.

The Chess Hôtel – Localizado no centro de Paris, a Ópera Garnier está a 300m do hotel e as Galeries Lafayette estão a 150m do local. Fica na 6 rue du Helder, 9º arrondissement. Está a apenas 100 m da Estação de Metrô Ópera (linhas 7, 3 e 8). Diárias a partir de 124 euros.

Não Tem mais barato? Tem. Em Paris você encontrará hotéis para todos os bolsos.

Hôtel bellevue et Chariot d’Or – O Hotel é confortável. O Centro Pompidou está a 500 m, enquanto a Place de la République fica a 900 m. Fica na 39 rue de Turbigo, 3º arrondissement. Perto da estação Réaumur – Sébastopol fica a 150m. Perto da Gare du Nord( estação que vai para Londres). Diárias a partir de 110 euros.

Hôtel Coypel – O hotel é simples com boa acomodação e organização. Fica a 5 minutos a pé da famosa Rue Mouffetard. Esta área é ótima para compras, com marcas famosas nas proximidades: H&M, Zara. Fica na 142 Boulevard de l’Hôpital, 13º arrondissement. A Estação Place d’Italie fica a 250m. Diárias a partir de 70 euros.

ONDE COMER

Quando a guilhotina decepou quase todas as cabeças da aristocracia francesa, durante a revolução, e as que sobraram perderam seus patrimônios, os cozinheiros franceses perderam seus empregos nas mansões de Paris. Tiveram que se reinventar!! Não foi à toa que a França adquiriu a fama de melhor culinária do mundo!! Estes cozinheiros abriram restaurantes por toda a Paris e se esmeraram na qualidade e na apresentação de seus pratos. Paris, finalmente, adquiriu o hábito de comer fora de casa.
Há, em Paris, restaurante de comida francesa para todos os preços e em todos eles, caros ou mais baratos, normalmente come-se bem. Assim, seja num restaurant, numa brasserie ou num Bistrot, a comida francesa encanta.

Insista em comer a comida francesa.

La Rose de France – o restaurante aposta numa aliança entre a nouvelle cuisine e a cozinha tradicional. Fica na 24 place Dauphine, île de la Cité, perto da pont Neuf. 1º arrondissement. Preços a partir de 29 euros (entrada+prato principal+sobremesa).

Café Marly – Certamente, é um café muito parisiense, meio moderno e meio Napoleão III, possui uma vista excepcional do Louvre e das Pyramides. A cozinha é simples, refinada e contemporânea. Lá é para almoçar, jantar e badalar. Fica na 93 rue de Rivoli. Pegue a linha 1 e desça na estação Louvre-Rivoli. 1º arrondissement.

Maison Berthillon – a melhor sorveteria francesa fecha suas portas em pleno verão, Agosto, para atender aos grandes clientes, mas informa que os revendedores continuarão a fornecer o delicioso sorvete. Fica na 31 rue Saint-Louis-em-L’Île. 4º arrondissement.

Grande Epicérie de Paris – Agrada todos os paladares e é um famoso endereço da gastronomia parisiense. Possui uma queijaria com mais de 140 tipos de queijos, uma cervejaria com cervejas do mundo todo, uma cave no subsolo. Possui um restaurante no primeiro andar com ambiente super agradável. Oferece curso de culinária e degustação de vinho. Fica na 38 rue de Sèvres. Pegue a linha 10 ou 12 e desça na estação Sèvre- Babylone. 7º arrondissement.

Bofinger – este restaurante aberto em 1860 é um dos mais antigos da cidade e possui fama mundial. É um local estilo Belle-Époque. O terraço está disponível se o tempo permitir. Prato principal a partir de 16 euros. Fica na 5 rue de la Bastille. Pegue a linha 1, 5 ou 8 e desça na estação Bastille.

moulin de la galette por vincent van gogh

Moulin de la Galette – O restaurante está instalado num moinho de trigo de 1622. O moinho e o terreno em volta estão inscritos como patrimônio histórico desde 5 de julho de 1958. Os preços são razoáveis e a qualidade dos pratos é inquestionável. O menu degustação sai por 38 euros e o prato principal sai por 16 euros. Fica na 83 rue Lepic.

Tem mais barato? Tem.

La Cour aux Crèpe – Esta creperia esta ao lado de Notre-Dame. O lugar é simples e barato. Experimente o crepe de aspargos com molho Bechamel. Fica na 27 rue Galande.

Restaurant Le Progrés – este restaurante é um tesouro num bairro de turistas. Possui mesas muito próximas umas das outras, mas você terá um almoço ou um sanduiche com produtos frescos, uma carta de vinhos farta. Preço médio a partir de 23 euros. Fica na 7 Trois Frères na esquina entre rue Trois fréres e Yvonne Le tac. Ao lado da famosa escada de Montmartre.

Restaurante da Galerie Lafayette – É um self-service no último andar do edifício com uma bela vista de Paris. Fica na 40 Boulevard Haussmann, linha 7 – estação Chaussée d’Antin – La fayette. 9º arrondissement.

Ladurée – A tradicional casa de chá, fundada em 1862, tem uma decoração lindíssima e fabrica os melhores macarons de Paris. Fica na 75 Avenue des Champs-Élysées.

Bon Voyage!!!


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  • Danielle Sampaio

    Ótimo post bjs @decolandocomdani

  • Toninho

    Muito bom seu post, você conseguiu mostrar toda a grandeza de Paris

  • Cristina De La Cal Perez

    Adorei Paris…Quero ler esse post com calma porque ano que vem pretendo voltar…@cristinadelacal

  • Eugenia Sampaio

    Parabéns, melhor de tudo que li sobre Paris.

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Conheci a França através dos livros e descobri que este país é, por si só, um exemplar admirável. Desses que te hipnotizam da primeira página ao último ponto. Violento e delicado, por vezes há um toque de conto de fadas. Pura emoção.

A história francesa é o cenário principal da narrativa com suas coerências e paradoxos, glórias e fracassos. Registre!!! A leitura mágica me transportou para tempos remotos e contemporâneos.

Quero que a minha viagem seja nossa. Ela está aqui, na bilheteria da estação ferroviária. Faça uma boa viagem e volte para me contar. Como dizem os franceses: "À Bientôt, j'espère."

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