Blois

Por em 22 agosto, 2017

Pont de Gabriel

Este pequeno reino seduziu reis e rainhas com seus  horizontes,  paisagens e um rio que flui com majestade. Seus arredores contam com centenas de châteaux  que se rivalizam em beleza, resultado do trabalho de reis  que não resistiram à tentação e à vaidade.

A HISTÓRIA:

Blois aparece pela primeira vez em 410 quando conquistada pelo chefe bretão, Iuomadus. Foi conquistada por Clovis em 491. A partir de 851 até 857 foi pilhada  4 vêzes pelo chefe viking, Hasting.

Em 1171, foi uma das primeiras vilas da Europa a acusar seus judeus de crime de rituais com o desaparecimento inexplicado de uma criança católica. 35 judeus foram queimados vivos.

O château de Blois é carregado de história. Por trás de seus muros passaram vários reis e rainhas da França.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Blois perdeu algumas de suas velhas casas, mas a reconstrução preservou sua herança pitoresca e o ambiente tranquilo.

Localizada numa encosta do rio Loire, a cidade possui cerca de 47000 habitantes.

O QUE FAZER:

O centro de atendimento ao visitante fica na 23 Place du Château.

Quer fazer um passeio preguiçoso pela vila? Solte as rédeas e deixe-se levar numa carruagem.  Consulte o centro de atendimento ao turista.

Vale a pena fazer uma caminhada pelas ruas pavimentadas com pedras arredondadas, Blois vai se revelando como um museu a céu aberto.

A ponte de Gabriel, do século XVIII, continua lá, o pavillon Anne-de-Bretagne, a catedral e a cripta, o antigo bispado e seus jardins, as escadas, o emaranhado de casas brancas com telhados azuis e chaminés de tijolo vermelho, tudo isto junto é digno de um château real que domina pacificamente a vila.

Château Royale de blois

O château do século XIII, construído pelo Duque de Blois é carregado de histórias, intrigas e assassinatos. Viu nascer o futuro rei Louis XII, acompanhou o reinado de François I e foi chamado de “versailles da renascença”. Posteriormente, viu morrer Cathérine de Médicis, abrigou Marie de Médicis quando foi banida pelo filho Louis XIII, viu o Duque de Guise ser assassinado por ordem do rei Henri III e seu corpo ser esquartejado e jogado em uma das lareiras do castelo. Sua arquitetura é um verdadeiro resumo da arquitetura da Idade Média, renascentista e clássica. Centenas de detalhes lembram a influência italiana. Suas salas são soberbas e lindamente decoradas. Situado no centro da vila, subir a escada Saint-Martin a partir do mercado.

O Pavillon Anne-de-Bretagne  foi construído em pedras e tijolos num dos jardins do château.

Cathédrale Saint-Louis de Blois

Poucos vestígios restam dessa construção, que iniciou-se  no século XII como uma igreja. A fachada e a torre do sino foram construídas a partir de 1544. Foi destruída por um furacão em 1678 e reconstruída no estilo gótico entre 1680 e 1700. Foi promovida a catedral em 1697.  A capela de Notre-Dame foi construída em 1860. Os bombardeios americanos durante a segunda Guerra Mundial destruíram a maior parte de seus vitrais. Os novos vitrais foram inaugurados em dezembro de 2000.  Foi Classificada como monumento histórico em 9 de agosto de 1906.

OS ARREDORES (BATE E VOLTA):

Visite os châteaux de la Loire a partir de Blois.

É recomendável que seu roteiro inclua, no máximo,  a visitação de 2 châteaux por dia. Leve seu lanche e faça um piquenique.

 

Château de Amboise

Amboise – Esta vila renascentista aparece no meio de vinhedos e às margens do rio Loire. Sua beleza é marcante, mas não corresponde ao que se espera de uma residência real.

Dominada por seu  castelo do século XV, construído no estilo gótico-renascentista por Charles VIII, Louis XII e François I, possui jardins que inspiram a paz, na tentativa de esquecer sua história mais trágica que agradável. Aqui, em 1498, morreu Charles VIII, o rei que transformou a fortaleza em um lindo château renascentista.  Em 1560, o duque de Guise executou os conjurados huguenotes (protestantes). Cerca de 1500 homens morreram. Felizmente, Leonardo Da Vinci conheceu um ambiente mais calmo ao vir morar aqui, 4 anos antes de sua morte, a convite de François I. Ele morreu em 1519.

Seus atuais habitantes insistem em dizer que Mick Jagger adquiriu um château nas redondezas da Cidade.

Amboise fica a 38km à leste de Blois, a viagem de TER dura 00:19hs.

 

Château Chambord

 Château Chambord – O maior château do Val de Loire acumula recordes, são 440 cômodos e 365 chaminés. Este palácio de mil e uma noites, no meio de uma floresta, foi um capricho inútil de François I que decidiu construí-lo em 1519, com o projeto de Leonardo da Vinci.

A maioria dos cômodos está vazia. A grande atração é uma escadaria em duplas hélices que, sobrepostas, permitem que duas pessoas desçam e subam sem jamais se encontrarem.

Para chegar, partindo de Blois, pegue a navette 41 no circuito para os castelos de Blois, Chambord, Cheverny et Beauregard, com saídas da estação de ônibus que fica no estacionamento da estação de trem, ou pegue um táxi. Chambord fica a 18km de Blois.

Château Chenonceaux

Château Chenonceaux – Ao contrário da maioria dos châteaux do Val de Loire, que se refugiam no alto, fugindo do rio, Chenonceaux está em perfeita harmonia com o Cher.  Sua construção é notável pois estende-se de uma margem a outra do rio.

O famoso castelo das damas de Chenonceaux teve sua construção dirigida por uma mulher, Catherine de Briçonnet.   Foi presenteado pelo rei Henri II a Diane de Poitiers, sua amante. Diziam que Diane usava de magia para manter sua beleza e o amor do rei até o fim. Quando Henri II morreu, Catherine de Médicis, a esposa regente, expulsou Diane de Chenonceaux e a obrigou a devolver todas as jóias que Henri havia lhe dado.

Catherine aumentou e redecorou esse château, que é o preferido de toda a França, no estilo italiano.

O musée de Cire (museu de cêra) localizado em um anexo do lado direito do château conta a história de Chenonceaux.

Para chegar lá, partindo de Blois, pegue o TER até Saint-Pierre-des-Corps (31minutos) e depois outro até Chenonceau Chisseau(25 minutos). Da estação Chenonceau Chisseau, uma caminhada de 8 minutos o levará ao castelo.

Château Cheverny

Château Cheverny –  Edificado em um único estilo, Louis XIII,  no período entre 1604 e 1634, este château se destaca entre os grandes châteaux do Val de Loire. Um pouco frio no exterior, sua mobília original está preservada. As pinturas do quarto do rei, da sala de jantar e da sala dos guardas foram pintadas por Jean Mosnier, são do século XVII e  narram as histórias de Dom Quichote, Adonis, Ulisses e outros.

Para chegar, partindo de Blois, pegue a navette 41 no circuito para os castelos de Blois, Chambord, Cheverny et Beauregard, com saídas da estação de ônibus que fica no estacionamento da estação de trem, ou pegue um táxi. Cheverny fica a 19km de Blois.

Château Chaumont-sur-Loire

Château Chaumont-sur-Loire – Construído no século XV, é um dos châteaux cuja fachada mudou completamente com o tempo. Inicialmente  criado com uma sinistra fachada medieval cinzenta, se transformou em um lindo e leve château renascentista.

Um de seus moradores foi Cosimo Ruggieri, astrólogo e protegido de Catherine de Médicis, ele ganhou a permissão de instalar seu laboratório no château  em 1560, na época de sua aquisição por Catherine.

Para chegar lá, partindo de Blois, pegue a navette Azalys no circuito para os castelos de Blois, Chambord, Cheverny et Beauregard, com saídas da estação de ônibus que fica no estacionamento da estação de trem, ou pegue um táxi. Chaumont-sur-Loire fica a 17km de Blois.

 

Escada para os jardins de Valençay

Château de Valençay – Construído no século XVI pela família d’Estampes, ele floresceu após um casamento vantajoso. Foi inspirado no château Chambord, com uma construção que se prolongou até o século XVIII. Valençay é contornado por uma floresta com numerosos animais em liberdade.

Para chegar lá, partindo de Blois, pegue o TER de Blois – Saint-Pierre-des-Corps – Gievres – Valençay. São duas correspondências. Valençay  fica a 60km de Blois.

SOUVENIRS:

Para compras a rue St-Martin e a rue du Commerce estão com muitas lojas de produtos de qualidade como roupas, perfumes, sapatos e chocolates.

QUANDO ANOITECE:

Não há muito a fazer  nas noites de Blois, exceto que o Le Velvet Jazz Lounge oferece concertos semanais de Jazz. O lugar é elegante, cardápio variado e preço honesto. Fica 15bis rue Haute.

COMO CHEGAR:

Blois fica no Val de Loire, a 180 Km a suldeste de Paris. Partindo da estação PARIS GARE AUSTERLITZ, o TGV gasta 01:23h até Blois.

Tours fica a 65 Km de Blois e a viagem de TER dura 00:37h até a estação de Tours.

Orleans  fica a 68 Km de Blois e a viagem de TER dura 0:48h até Orleans. 

QUANDO IR:

A rota dos castelos é muito popular, então, evite ir no verão (julho/agosto).

De março a setembro tem espetáculo de Son e Lumière nos châteaux de Blois, Chambord e Cheverny. O espetáculo conta os episódios célebres da história dos châteaux através dos sons, luz e cor.

ONDE FICAR:

Demeure de la Cordelière – situado em uma vila tradicional do século XVIII, no centro histórico de Blois, a 600 m do château. Possui um terraço elegante onde o café da manhã é servido. Está a 200m da catedral e a 800m da estação de trem. Fica 1 place Guerry. Diárias a partir de 165 euros.

Ibis Styles Centre Gare – Este hotel fica a 15 minutos a pé do centro da cidade de Blois e a 300 metros da estação de trem. Oferece um jardim e quartos modernos. O château de Blois fica a 9 minutos a pé do hotel. Fica na 14 Avenue Gambetta. Diárias a partir de 75 euros.

Não tem hotel mais barato? Tem.

Citotel Louise de Savoie –  Localizado às margens do Rio Loire, fica a 5 minutos a pé do Château de Blois e a 140 m da estação de trem na 6-8 rue Ducoux. Diárias a partir de 60 euros.

ONDE COMER:

Todos os sábados no centro de Blois acontece a feira de produtos locais diretamente dos produtores. Aproveite!

Au Bouchon Lyonnais –  O menu regional inclui o salmão em molho de vinagre e nozes torradas. Boas sobremesas e sorvetes. Fica na 25 rue des violettes. Cardápio a partir de 25 euros.

Les Banquettes Rouges –  o restaurante é acolhedor, com música ambiente. O cardápio é regularmente renovado e você encontrará uma cozinha baseada em produtos tradicionais, mas inventivos. Fica na 16 rue des 3 Marchands. Cardápio a partir de 25 euros.

Tem mais barato? Tem.

Boulangerie Patîsserie GUYON –  produtos de alta qualidade e o melhor Éclair au chocolate. Aprecie! Fica na 26 rue des 3 Marchands.

Bon voyage!!!

 

 



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  • Adriana M P F Martins

    Este blog está perfeito! Recheado de boas dicas e belas imagens. Lugares incríveis, o q nos faz ter vontade de conhecê-los.
    A história é contada de maneira sucinta, mas muito interessante.
    Parabéns vc está arrasando!!!

  • Dayse De Fatíma Silva

    Estou participando do sorteio como dayse

Arrondissement de Blois
8°
céu pouco nublado
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Conheci a França através dos livros e descobri que este país é, por si só, um exemplar admirável. Desses que te hipnotizam da primeira página ao último ponto. Violento e delicado, por vezes há um toque de conto de fadas. Pura emoção.

A história francesa é o cenário principal da narrativa com suas coerências e paradoxos, glórias e fracassos. Registre!!! A leitura mágica me transportou para tempos remotos e contemporâneos.

Quero que a minha viagem seja nossa. Ela está aqui, na bilheteria da estação ferroviária. Faça uma boa viagem e volte para me contar. Como dizem os franceses: "À Bientôt, j'espère."

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