La Rochelle

Por em 4 setembro, 2017

Suas luzes lhe garantiram o nome de “cidade da Luz”, sofisticada e charmosa, moderna e histórica, a vila abençoada possui o calor do sol e cheiro de mar

 A HISTÓRIA:

Na costa do Atlântico, há pouco mais de mil anos, foi fundada uma vila de pescadores em uma plataforma rochosa no centro de um pântano, foi  chamada de  Rochelle. No século XII,  Protegida por Eleanor d’Aquitaine, tornou-se rica e  passou a se chamar La Rochelle. ”La” numa referência à Eleanor. A vila foi dominada, sucessivamente, por franceses e ingleses até ser  definitivamente francesa.

No Século XVI, La Rochelle era a casa dos protestantes com corsários armados para atacar embarcações católicas. Eventualmente, as tropas católicas tomavam a cidade. O mais memorável ataque dos católicos foi conduzido por Richelieu e Jean Guiton. A Resistencia heróica da cidade ficou imortalizada. Ao invadir a cidade Richelieu encontrou somente 5 mil sobreviventes de um total de 30 mil habitantes.

O principal porto entre a França e suas colônias Canadá e Louisiane proporcionaram prosperidade continua até serem perdidas e arruinar o tratado do Atlântico.

Hoje, essa importante  cidade com 75000 habitantes possui um porto importante tanto para a pesca quanto para o comércio e o turismo. Possui um rico patrimônio histórico, diversas atividade náuticas o que a torna bastante  atraente para os turistas.

O QUE FAZER:

O centro de ajuda ao visitante fica na 2 Quai Georges Simenon. Aqui você pode comprar o ticket que dá direito à entrada aos melhores museus de La Rochelle.

De trás para frente, Tour de la Lanterne, Tour de la Chaine e Tour Saint Nicolas

De trás para frente, Tour de la Lanterne, Tour de la Chaine  e Tour Saint Nicolas

Para visitar as três torres, economize, adquirindo o ticket que dá direito à visitação a duas torres, sendo uma a Tour Chaîne e outra à sua escolha. Para a terceira, o ticket sairá mais barato.

Navegar pelos quatro portos de La Rochelle (Vieux Port, Port de Plaisance, Port de Pêche e Port de Commerce) é quase obrigatório! Cada um deles guarda suas particularidades e tradições. O portal de turismo oferece tours pelos portos.

Para conhecer a cidade de forma despojada, use uma das bicicletas amarelas disponíveis para os turistas que são gratuitas por até duas horas.

Aprecie as belas praias, o farol, as mansões do século XVIII, os alpendres, as fachadas e seus jardins! São nos detalhes que La Rochelle revela sua arte de bien vivre.

As rue des Merciers, com suas casas típicas dos séculos XVI e XVII, é muito frequentada pelos turistas.

Tour de la Châine e Tour Saint-Nicolas

À esquerda – Tour de la chaîne e à direita Tour saint Nicolas

A Tour de la Chaîne é uma das três torres de frente para o mar de La Rochelle e umas das mais emblemáticas do Velho porto.   A data de sua construção não é precisa e gira em torno de 1378 e 1390.

Em 1472, o Rei Louis XI visitou La Rochelle, subiu na tour de la Chaîne, contemplou a riqueza da cidade e escreveu em uma das janelas: “Oh! La grande folie! – Oh! Que grande loucura!” fazendo referência ao erro que ele havia cometido ao deixar a cidade para o irmão, Duque de Guyenne, considerando o porto como  essencial para a prosperidade comercial de seu reino. No mesmo dia, o rei recebeu a notícia que o irmão havia falecido no dia anterior em Bordeaux.

A torre serviu de residência para o governador da vila, prisão e armazenamento de armas. Em 1629, depois da luta entre católicos e protestantes, ela escapou de ser demolida. Fica na Place de la Chaîne.

A Tour Saint-Nicolas é a mais velha das três torres. Construída no século XIV, compõe as duas torres emblemáticas de La Rochelle juntamente com a Tour de la Chaîne. Elas foram fixadas uma na outra de maneira a impedir o acesso ao porto e assim, defenderam a cidade durante cinco séculos, contra ataques surpresa.

Do segundo andar você pode ver a cidade e o porto. Do topo você verá a cidade velha, o Fort Boyard e a Île d’Orléron. Fica no Centre des monuments nationaux, Rue sur les Murs.

Tour de la Lanterne

Tour de la Lanterne

A Tour de la Lanterne  – Documentos de 1209 já mencionam a existência desta torre, a terceira de frente para o mar de La Rochelle. Foi conhecida como Tour de Garrot (Torre do Garrote) porque os navios eram desarmados logo na chegada.

Em 1568 se transformou na tour des Prêtres (torre dos Padres). Recebeu esse nome porque, para aumentar as muralhas, todas as igrejas deveriam ser demolidas. Com isso, treze padres se prenderam na torre e se jogaram no mar nas semanas seguintes.

E depois, Posteriormente, em 1822, tornou-se tour des Quatres Sergents porque quatros sargentos que participaram da conspiração de La Rochelle foram presos na torre antes de serem executados em Paris.

Por último foi chamada de tour de la Lanterne porque era um farol e servia  de referência para os navios. Fica na Rue sur les Murs.

As três torres estão classificadas como monumento histórico desde 17 de fevereiro de 1879.

Porte de la Grosse-Horloge

Era na sua origem uma porta para entrada na vila fortificada de La Rochelle. A porta foi edificada no século XII. No século XIII seu nome era porte du Parrot e dava acesso ao subúrbio de mesmo nome. Em 1478 foi colocado uma torre para o relógio. Em 1746, no reinado de Louis XV, a parte superior foi demolida para dar lugar à atual construção, ela é um dos principais pontos de ligação entre as docas e a velha vila. Fica na Quai Duperré.

Hôtel de Ville

Escada de honra

Foi construída a partir de 1298 no estilo gótico Flamboyant. A prefeitura pode ser visitada como parte de uma visita guiada. Observe a escadaria de Henry II da Inglaterra, já na terceira versão, e a mesa de mármore de Jean Guiton, prefeito de La Rochelle após o ataque dos católicos aos protestantes.

Port des Minimes

Criado em 1972 com capacidade para 4500 barcos de passeio, o port de Plaisance é um dos maiores do mundo. No verão, o porto é inundado por turistas. Do lado oposto do Port Minimum fica o Aquarium, ao norte da cidade velha.

Aquarium de la Rochelle

É um dos maiores da Europa com aproximadamente 10 mil espécies marinhas dentro de 65 tanques que reconstituem o meio natural de origem das espécies marinhas.  Fica no coração da Vila, em frente ao velho porto. Caminhando em volta, você chegará nas praias.

Graças a uma parceria entre o Aquarium e a SNCF, apresentando o bilhete do trem, você obterá um desconto na entrada.

Musée Maritime

Abrange a maior parte de dois barcos atracados permanentemente. Um deles é um barco de pesca e o outro uma fragata metereológica. O museu lembra os dias de triunfo de La Rochelle  através de sua potência marinha e seu comércio portuário. Fica na Place Bernard Moitessier.

Outros museus valem uma visita:

Musée des Beaux-Arts – Construído em meados do século XVIII abriga arte entre os séculos XV e XX. Fica na 28 Rue Gargoulleau.

Museum d’Histoire Naturelle – reaberto em 2007 depois de 13 anos fechado, conta a história das etnias e antropologia. Documentos, máscaras e mapas foram trazidos de todos os lugares do mundo. Fica na 28 Rue Albert 1er.

Musée Orbigny-Bernon – Fundado em 1917, o museu conta a história da cerâmica e porcelana. Exibe uma coleção de artes do extremo oriente. As fotografias de la Rochelle durante a segunda Guerra Mundial são fascinantes! Fica na ‎2 rue Saint-Cône.

Musée du Noveau-Monde – Rico em evidências da colonização do Canadá e Louisiana, a exposição exibe os 300 anos de história do porto de La Rochelle com o novo mundo. O museu fica num prédio do século XVIII na 10 Rue Fleuriau.

OS ARREDORES (BATE E VOLTA):

  

Île de Ré –  Bem próxima a costa de La Rochelle, a ilha e a cidade ligam-se pela ponte Sablanceaux de 3km de extensão. A idílica e maravilhosa île de Ré pode ser explorada de bike. Para chegar lá, pegue uma balsa do Vieux-Port de La Rochelle até a île de Ré ou pegue o ônibus local, que fará algumas paradas ao longo da ilha.

Ruinas da Abbaye des Châteliers

Comece a visita pelas ruinas da Abbaye  des Châteliers – Construída perto da ponte Sablanceaux na vila La-Flotte-em-Ré, a ilha deveria ter um destino exemplar. Os ingleses a destruíram em 1294. Os incansáveis monges a reconstruíram, trabalharam o pântano e o vinhedo que produzia vinhos com gosto de mar. Em 1623, cansado de serem assediados por tropas de passagem para atacar La Rochelle, os monges abandonam a abadia à procura de um lugar mais calmo. O que resta hoje são ruínas do século XVII.

Saint-Martin-de-Ré – A pequena vila com ruas estreitas e casas baixas é a mais importante da ilha. Algumas mansões e um hospício contornam a igreja. No seu cemitério os epitáfios lembram as batalhas ocorridas na ilha. O forte, reconstruído por ordem de Louis XIV provam a importância da vila.

Ars-en-Ré – Localizada entre o pântano salgado de Fier e o alto-mar, Ars tem se dedicado à pesca e ao turismo. A flecha de sua igreja está numa torre do século XII, pintada de preto e branco para lembrar os navios naufragados.

Saint Clément des Baleines – diz a lenda que 300 baleias vieram no tempo dos romanos, se acomodaram nas areias ao abrigo de uma concha. O farol do século XII com sua torre austera sinaliza até hoje a presença dessa ilha que de tão baixa, desaparece nas ondas.

Poitiers

Poitiers – Capital religiosa da França abriga juntamente com  o batistério de São João, século IV, o edifício cristão mais antigo do país. Nos séculos XI e XII,  3 grandes igrejas foram construídas: Notre-Dame-La-Grande, Sainte-Radegonde e Saint-Hilaire-La-Grande, que confirmam a vocação religiosa de Poitiers. Mais Tarde, as ruas que correm em direção aos rios foram povoadas por mansões particulares erguidas por burgueses que se enriqueceram com a magistratura.  O atual palácio de justiça, antigo palácio dos Duques, evoca toda a pompa  de Jean de Berry.

Poitiers fica a 125Km à noroeste de La Rochelle e a viagem de TER dura 1:35h até a estação de Poitiers Centre.

Arcada de uma das ruas mais charmosas de La Rochelle

 

SOUVENIRS:

Arcada de uma das ruas mais charmosas de La Rochelle

Os monumentais edifícios da velha vila com seu comércio sob as arcadas são indescritíveis! Junte o útil ao agradável, vá às compras nesse cenário de viagem no tempo. As principais ruas são a rue du Palais, rue Chaudriers e rue du Temple.

 

QUANDO ANOITECE:

Comece sua noite na Quai duperré, Cours des Dames ou Cours des Templiers, que são grandes áreas de pedestres cheias de artistas de rua. A noite está só começando!

 

COMO CHEGAR:

La Rochelle fica a 472 km da costa do Atlântico e a sudoeste de Paris, na região de Charente-Maritime. Partindo de PARIS GARE DE MONTPARNASSE,  o TGV gasta 3:10h até a estação de La Rochelle City.

Bordeaux fica a 187km de ao sul de La Rochelle e a viagem dura 2:09h até a estação de Bordeaux Saint-Jean.

Cognac fica a 113km à nordeste de La Rochele e a viagem de TER dura 1:18 até a estação de Cognac.

 

QUANDO IR:

La Rochelle possui mais de 300 dias de sol por ano, vá quando quiser.

Em maio tem semaine internationale de la voile, festival de Jazz.

Em julho tem Francofolies, festival de musique.

Em setembro,  le grande Pavois, Salon Nautique International.

Em dezembro, pouco antes do Natal, os barcos do Port Minimes içam as velas para uma regata em alto-mar. Aprecie do cais. O brinde ao campeão acontece nos bares da cidade.

 

 ONDE FICAR:

Hôtel la Marine – Este hotel fica a 6 minutos a pé da praia e a estação de trem está a uma curta caminhada do hotel. Está situado no centro da cidade de La Rochelle na área de antigo porto em frente às torres medievais. Um serviço de translado para as ilhas (Oléron, Ré ..) e Fort Boyard está disponível a 5 minutos a pé do hotel.  Fica na 30 Quai Duperre. Diárias a partir de 87 euros.

Hôtel Ibis La Rochelle vieux Port – Este hotel fica a 11 minutos a pé da praia. Localizado no bairro de Vieux Port, no centro da cidade, está a 15km da Île de Ré e a 500 m da estação de trem. Fica na Place Du Commandant De La Motte Rouge. Diária a partir de 89 euros.

Hôtel de la Paix –   Esse hotel fica a 13 minutos a pé da praia. Localizado em um prédio do século XVIII, situado entre o mercado e a place Verdun no centro da cidade e a poucos passos do antigo porto de La Rochelle. Fica na 14 Rue Gargoulleau. Diárias a partir 89 euros

Não tem hotel mais barato? Tem.

Citotel Hôtel le Bord’O – O hotel está situado num prédio do século XVIII, a 11 minutos a pé da praia,  a 30m do antigo porto,  a 500m da estação de trem e a uma curta caminhada do Aquarium. Fica na 43, Rue Saint Nicolas. Diárias a partir de 65 euros.

 

 ONDE COMER:

Encontre ótimos restaurantes na rue Saint Jean du Pérot.

O Mercado entre as rue Thiers, rue Gambetta e rue Saint-Yon, é frequentado por moradores e turistas. Vende-se de tudo, desde frutos do mar frescos até produtos eletrônicos. Funciona de 07:00h às 13:00h todos os dias, mas aos domingos o ambiente fica diferente. Chegue cedo!

Ze’bar –   Deixe-se levar pela escolha dos profissionais em relação ao vinho, você terá uma ótima surpresa. Cozinha simples.  fica na 13 Rue de la Chaîne.

La Marée – O restaurante é muito popular. São três salas servindo frutos do mar, conforme a estação. Fica na 1 avenue de Colmar. Pratos a partir de 25 euros.

La Marine – As ostras e a tarte de jour são as especialidades da casa. Fica na 30 Quai Duperre. Pratos a partir de 25 euros.

Restaurant Le 28 La Rochelle –  a vista é soberba. Possui um cardápio simples com sabor local e muito bem servido.  Fica na 10 Quai Duperré. Pratos a partir de 20 euros.

Tem mais barato? Tem.

André Restaurant la Rochelle – Situado ao pés das torres, foi fundado em 1947. O Cardápio possui itens tradicionais da culinária local, como as diversas versões de sopa de peixe. Fica na 5 rue Saint-Jean du Pérot. Pratos a partir de 18 euros.

Chez Ernest – Não é uma sorveteria qualquer, possui sobremesas completas, aromas inesquecíveis. Monte sua sobremesa. Fica na 16 Rue du Port – Vieux Port. Sobremesas a partir de 7 euros.

Bon Appétit!!!

 

 

 



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4 de setembro de 2017

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  • Silvia Hauck

    Adorei esse post 🙂
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    Já estou anciosa pela próxima postagem 😀

  • Nooh Medina

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    Não conhecia o blog
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La Rochelle
20°
chuva fraca
Humidade: 77%
Vento: 4m/s SSE
Max. 23 • Min. 19
21°
Dom
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Seg
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Conheci a França através dos livros e descobri que este país é, por si só, um exemplar admirável. Desses que te hipnotizam da primeira página ao último ponto. Violento e delicado, por vezes há um toque de conto de fadas. Pura emoção.

A história francesa é o cenário principal da narrativa com suas coerências e paradoxos, glórias e fracassos. Registre!!! A leitura mágica me transportou para tempos remotos e contemporâneos.

Quero que a minha viagem seja nossa. Ela está aqui, na bilheteria da estação ferroviária. Faça uma boa viagem e volte para me contar. Como dizem os franceses: "À Bientôt, j'espère."

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